Segunda-feira, Janeiro 30, 2012
Apátrida.
Sábado, Janeiro 21, 2012
Quinta-feira, Janeiro 19, 2012
Sexta-feira, Dezembro 30, 2011
Feliz ano novo.
Sábado, Dezembro 17, 2011
Interno Revolto.
Sentido falta nem sei
O sorriso nunca me foi
Dessas pinturas fáceis.
Nasce colado, correndo,
Pulsando líquido e tenso:
O poema bebe de mim
E eu esvazio no instante
Quando volto à mim:
em pronúncia íntima:
Chove na alma,
Quinta-feira, Dezembro 08, 2011
Quem não me abandona.
Domingo, Dezembro 04, 2011
Sexta-feira, Novembro 18, 2011
Domingo, Setembro 11, 2011
Segunda-feira, Agosto 29, 2011
Crônicas da volúpia.
Terça-feira, Agosto 09, 2011
Cabe ao poeta.
Profissão poesia, de
Sábado, Julho 02, 2011
Sexta-feira, Maio 20, 2011
Saudade das raízes.
Segunda-feira, Abril 25, 2011
De felicidades.
das rotinas.
Quarta-feira, Março 23, 2011
Kocham Cie*.
Basta.
Dessa lonjura dos espaços,
A distância entre a pele e o carinho.
Basta.
Que o tempo avança inconsequente,
roubando sorrisos da boca das gentes,
Basta
De linha para dizer que te amo
Se o pensamento
Transpassa horizonte e o céu inflamo.
Basta.
Que o amor é paciente,
Mas hora se avoluma
Risca o juízos,
De estrelas cadentes.
Basta,
Dessa coisa larga
De dizer adeus sem metragens.
Hoje,
Inauguramos uma ponte entre as saudades
Pelas luas que entrelaçam os dedos.
Hoje,
A primeira passagem,
bordando o epílogo do enredo.
Hoje
basta-me
teu abraço,
Quando acordo maior,
Na soma de imagens:
Hoje, meu amor
E amanhã(s)
Também.
*...Eles são um casal que não acreditou na distância.
Usando o amor, construiram uma ponte de palavras
para alcançar um ao outro. Parece que deu certo.
Terça-feira, Fevereiro 22, 2011
Quarta-feira, Janeiro 19, 2011
Domingo, Janeiro 09, 2011
Manual desengonçado do silêncio.
Segunda-feira, Janeiro 03, 2011
Too soon?
Sexta-feira, Dezembro 24, 2010
FELIZES SEMPRES.
Descrevem abraços e carinhos imaginários
Que a vocês,
Amigos, irmãos, poetas, almas pensantes,
Dedico e dedilho em sono e sonho, embora poucos,
Do meio da correnteza farta das rotinas.
As coisas me exigem mais do que desenhei,
Mas é bonita a paisagem ligeira que vão escrevendo as passagens.
Tão logo diminua o ritmo veloz das corredeiras
As estrelas vão pontuar novamente,
Ao invés de riscar o céu de desejos breves.
O amor é latente.
Terça-feira, Novembro 23, 2010
Quinta-feira, Novembro 11, 2010
Quinta-feira, Outubro 14, 2010
As palavras.
meu escudo,
Palavras me detém
Me contém e me suprem.
Quando convém.
dormirem, calmas,
porque me têm.
Quinta-feira, Setembro 30, 2010
Das metades.
Isso de sentir que meu sentir é partido,
Isso de querer ser inteira e uma contigo
E sentir que pulsam quentes
que comigo divido.
Isso dói.
Terça-feira, Setembro 28, 2010
IMPORTANTE!!!
Votem no Múcio Góes. Não só porque ele é um solzinho.
Mas também porque é um dos melhores poetas que conheço.
CONCURSO FLIPORTO DIGITAL
ESTRELAS prá vocês!
Quarta-feira, Setembro 22, 2010
Pausa de cortantes brancos...
Quarta-feira, Setembro 15, 2010
EM TEMPO.
Na pausa momentânea do tempo:
Nossos minutos de ponteiros colados
Calados, encontram tempo.
Sexta-feira, Agosto 27, 2010
Distante?
Diz tanto,
Esse jeito
Inconstante
De amar.
Diz tanto
Que até te escuto
Pensar.
Distante tuas mãos,
Embora me abrace
O olhar.
Diz tanto
Distante
Que já nem preciso ligar:
Basta que o pensamento,
Pouse em teu nome,
Feito um sopro sozinho,
Que já te escuto chamar.
Quarta-feira, Agosto 18, 2010
Das saudades.
Sinto falta de vocês.
Sinto falta do brilho
De todos os sorrisos
Que já passaram pelos lábios.
Estive olhando fotos
E descobri
O quanto a gente é feliz
E nem sabe.
Quinta-feira, Agosto 12, 2010
Vírus.
Um tique-taque azedo
Arranhando a garganta.
Cada ponteiro
Sugando afiado
A vida das minhas veias.
O peito respira fraco, sem vontade.
Algumas palavras, depois que entram nos ouvidos,
Se assemelham a vírus, infectando as células.
Uma à uma.
Parasita do que queria ser felicidade...
O tempo vai passando,
o vírus se espalhando
e eu não encontro antídoto.
Vacina.
Remédio que controle a dor.
Algumas palavras
Deviam
Ser erradicadas.
Segunda-feira, Agosto 09, 2010
Afasta das minhas mãos
O frio que insiste em rendar as madrugadas.
Afasta do meu peito
O vazio que me procura com os olhos de fome.
Aqui nesse nosso mundo
Eu consigo ser feliz e rir com os pássaros
E seguir lá na frente
Os passos rápidos da esperança.
Mas eu estive lá fora novamente, amor.
Eu nem sei, não resisto.
E a realidade machucada das coisas
A brutalidade dos sentimentos acinzentados
Essa aspereza na superfície dos olhares.
Essas coisas tão sem fundo, tão poucas de si,
E o barulho ensurdecedor das horas rolando,
O tique-taque surdo dos corações tombando,
E a pele parecendo quebrar sob o peso das aparências.
E a incapacidade que eu tive de respirar
Aquela fumaça densa que contornava os princípios.
Eu voltei assim, amor,
Consegui ouvir a tua voz doce sob a cortina de estilhaços.
Mas segue em mim esse descompasso
O que sei, o que sou, o que há.
Eu trouxe comigo essa perturbação,
Essa pobre impotência aninhada em meus braços,
E aquele velho cansaço, feito pixe nos calcanheres...
Desculpa, amor.
É em mim o poema, querendo voar além
Eu não resisto a tentar abrir as portas...
Quinta-feira, Julho 15, 2010
CONTRA O TEMPO
Forca dos minutos que me excedem
Que escorrem tênues e gastos,
Pela borda afiada dos meus dentes.
Pela borda sempre
Em que desgasto a suculenta impaciência
nesse abismo de estrelas tantas.
Abro a porta do peito pro temporal
Tentanto engolir o vento e tornar
A temporal.
Sexta-feira, Julho 02, 2010
Dores, poemas.
Ou é o poema,
Esse alfinete de estrelas
Se enterrando fundo
No centro da palavra vazia
Até sangrar seu lugar?
Poeta fingidor...
Talvez seja o poeta
Esse ator do sentir
Vestindo as paisagens alheias
Para o sentir fotografar.
A dor vai de mãos com poeta,
E não me entenda mal,
Nem toda dor é feia,
Tem dor que dói de tanto brilhar.
Tem dor feita assim pro poema
Poder, findo, desabrochar.
Terça-feira, Junho 29, 2010
Quinta-feira, Junho 17, 2010
Libertação.
Libertar toda a metamorfose acumulada
Quarta-feira, Junho 09, 2010
Quinta-feira, Maio 27, 2010
Entre as pás.
Ilha cercada de escuro
por todas as partes.
Uma pedrada
Um grito no escuro
A imperfeição
De todas as artes.
Um ser humano.
A espiar o futuro,
Entre risos e enfartes.
Um golpe de espada
A cara no muro
A comunhão
Desses rubro estandartes.
Um coração.
Um silêncio duro,
Pulsando escarlate.
Uma dor espalmada
Um amor puro
E a decisão
Que essas vidas reparte.
Segunda-feira, Maio 17, 2010
Na falta de versos...
Essa desastrada falta de versos
Ignore, não esboce gestos
Que o mal incerto das palavras
Talvez volte a pinicar
Já que não temos assim dias certos
Para brilhar.
Quarta-feira, Maio 05, 2010
Artista.
Os dedos emaranhados
Entre o nascer do sol e a tempestade.
Se atreve,
A vida cavalgando mergulhos
Na boca do estômago aberta em susto.
Se atreve:
O azul tingindo as pupilas,
A exposição colossal do artista.
Se atreve...
Rubra boca
Numa prece que não se acabe
Esse mundo, essa vida, essa sensação tão louca.
Se é febre,
Veste os delírios.
Que o tempo é curto, e avida tão pouca.
Se eleve,
acima do cansaço, das vertigens, da fumaça
Onde Ele pulsa, derramando as cores
Obra perfeita onde pixamos dores.
Segunda-feira, Abril 26, 2010
Concha.
Acredito,não sou das pessoas piores
provavelmente nem melhores
ainda assim,
acredito, eu tento
sinto, não invento
e mágoa é dor fina
espeta a gente por dentro.
Acredito
na flor das esperas
tentativas deveras
nesse mundo de feras.
Egoísta não sou...
(acredito)
(tento)
Mas nas palavras
lanças
atravessando
as crenças.
Nunca pretendi sê-lo.
Apenas tenho dores
às vezes quero ser pequena
ajeitar-me num colo
que no meu não me caibo.
A imagem que eu bordei na porta
Forte o suficiente
Para sustentar o sorriso,
Abriga tantos abraços e carinhos
Quanto comporta meu abrigo:
Só não comporta
Meus próprios passos.
e eu também preciso,
embora quase sempre eu cale...
Quarta-feira, Abril 07, 2010
COM CIÊNCIA.
Compre
Compre
Consuma, é a ordem
Maioria geral.
Come, nem sente, consente
Inconsciente.
O lixo se acumula pelos cantos
O luxo sobe escadas e entretantos
O relaxo nos empurra aos solavancos.
E em algum lugar do planeta
Alguém rasura, censura a letra
Forja os grilhões da farsa
Para que gentilmente submeta
A alma e as cores, gerações.
Em coma, ainda ciente
Não consente e esperneia o coração
Busca outras vozes que entoem oração
A bandeira já sem graça da esperança
Erga o peito e desafie o ser igual.
Seja o vento que tosse, insistente
Essa fumaça que se forma à nossa frente
Não desbote a contradança do ideal.
É o lixo, o luxo, o relaxo:
Obras postas no horizonte em que me acho
Que não desçam as cortinas do final.
Quarta-feira, Março 24, 2010
Sábado, Março 20, 2010
Carta.
perdido no meio de alguns papéis
algumas contas vencidas,
Uma carta com marcas d'água.
Acho que te amei.
Mas o tempo amareleceu as memórias,
embotou os sentidos.
Mas a carta denuncia a paixão
urgente e sôfrega,
a inocência escarlate da entrega.
Uma pena a lembrança da paixão
Ser volátil como as declarações
que fiz, ser tênue como a chama
que aos meus olhos ardeu.
Mas a carta não teu seu nome
amado anônimo,
sem cicatriz.
Amei, talvez.
Fui quem quis.

