quarta-feira, outubro 05, 2005

Quotidianamente o dia me vive. Me respira, movimenta as mãos, sorriso automático de bom dia. Um fantoche. Um fantoche atado e amordaçado. Dopado, para que se torne menos feroz. Quando abri a porta pela manhã a tristeza tinha encharcado o tapete. Por toda parte pude perceber seu rastro úmido. E ainda não sei como o ontem terminou: o capítulo de hoje veio sem o intervalo. Quase assim por distração: hoje amanheci sem querer. Era pra ser só amanhã.

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