segunda-feira, outubro 31, 2005

A vida era aquela novelinha: ela (a mocinha), o mocinho, desencontros impossíveis e um amor patético. Patético, mas romântico. Romântico e esquisito. Todos sabiam que ele a amava mais que tudo. Ela desencantava, também sabia, mas sentir que ele a amava, não sentia.
Dia-a-dia a novelinha. Ele cantava, ela sorria, ele sumia, ela chorava, ele aparecia, ela brigava. E assim sucedia. Um belo dia ela terminava. Choravam, ele bebia e cantava. Ela sofria e amargurava. Vencida pela própria fome, voltava: mil borboletas (que só ela via) enquanto se abraçavam. E choravam. Até que um dia......
Um dia ela chegou mais cedo. Não sentou no sofá como era de costume. Não fez pipoca para assistir-se, ela-sua novelinha. Séria, de pé, na sala, tom amargo. Ligou a TV. Tão logo esta se iluminou, mudou o canal. Depois disso foi só chuvisco...

4 comentários:

L. disse...

é sobre mim? :)
obrigada pelo link.

L. disse...

ah, é a Ligia (tudo parou)

Rayanne disse...

Não, Ligia...
Não sobre você.
Mas como já disse o poeta,
Qualquer idéia que te agrade
Por isso mesmo - é tua.
O autor nada mais fez que vestir a verdade
Que dentro de ti se achava inteiramente nua....

Espero que tenhas gostado.

diovvani disse...

Quando não tem post novo gosto de ler os velhos, que não lidos, também são novidade.

Montanhoso Abraço.