quarta-feira, dezembro 21, 2005

E eu precisava tanto sentir, mas acontece que eu não sei mais, é como saber e. Tão simplesmente irreal e patético, com os absurdos fingindo horas e as horas jogando cartas. Cartas. Simplesmente como quem toma chá em dias de chuva ou bebe poças na lama da tempestade, que cada um tem sua medida. E costumava ser fácil, quando sentir era, de fato, biológico e não escravizado por um curto circuito de intrincadas sem-razões. Mas se. E ontem, o pôr-de-sol dizia, mas a pele não conseguia absorver. Então. Os olhos gelados e o caminho de casa.

3 comentários:

Rocky Shade Metal disse...

Quando há porquês, nem sempre a gente entende.
Você não precisa sentir... Basta acreditar que o dia de amanhã virá muito mais lindo que o de hoje, Que as cartas são apenas contratempos tolos e superáveis, Que a tempestade é uma condição maravilhosa da vida(embora avassaladora),
Que a razão pode até fugir de você algumas vezes, mas sem dúvida ela volta pra você,
que os olhos gelados e que o caminho de casa não são tão sombrios e vazios quanto parecem.

Beijão!

Rayanne disse...

É, Mila...
"Que as cartas são apenas contratempos tolos e superáveis", Um contratempo tolo e superável como este, em que me enrrodilho como um lobo na neve para lamber feridas...
Mas é preciso um contratempo
Um vazio
Um porão
Prá que a vida tenha fluxo...

Estrelas.

Rocky Shade Metal disse...

ele tá viajando.....(Guanhães)Volta na sexta. Ah q aperto..