terça-feira, dezembro 13, 2005

Não pense que sempre foi assim prá que fosse sempre tanto. É certo, doía. Algo sempre. Mas pelo caminho aprende-se a morder os dentes e sorrir alguns absurdos. Porque. Mas por esses tempos um grito muito horrível vinha daqueles velhos porões. Estavam muito cheios, e eu. Eu sabia que teria de voltar lá algum dia, e passar a mão sobre as cabeças de tantas coisas ferozes. Mas acontece que o medo. Então eu tentei de novo, abri a janela e acendi algumas luzes. Os gritos diminuíram, e assim, à luz das idéias, algumas coisas não eram tão feias. Recolhi algumas, cantando adormeci outras. É verdade, algumas vezes tudo se agita, e por um tempo infindável dói como se fosse de novo. Mas tem dia novo lá na frente, eu quero erguer as velas e esperar a direção dos ventos. É que tanto alheio invade e passa derrubando tudo, e fazendo alarde, até sermos novamente gritos, novamente dor. Mas tem o vento, e passa. Então as velas puídas e a sensação de agora.

7 comentários:

Briza disse...

Deixa eu ser vento pra tu, deixa?

Briza disse...

Fico feliz, eu.

Rayanne disse...

Ficamos.

Ao sabor das horas,
Ouvindo a sinfonia triste
Do tempo devorando o relógio.

Estrela.

paredro disse...

Senti algumas influências de que gostei muito.

Rayanne disse...

;o))

Rocky Shade Metal disse...

Hum... Ah "se" eu pudesse...

Rayanne disse...

é, Mila, é sempre o "se" emperrando a gente...