terça-feira, janeiro 24, 2006

De não saber

**Da arte de sobreviver a mim mesma**
(E da vontade de comer milho cozido)
que nasceu agora, alheia aos meus conflitos.

Vontades. Tantas, tolas.
E às vezes tenho certeza que não,
mas de repente por que, eu apenas não sei.
E não saber é tão mais fácil.

Mas apenas assistir aos fatos e cruzar os braços
Permitir que um copo caia e quebre
Que alguém diga e não
Que a lágrima caia
Que o grito saia
Não sei.
Fica essa mania tonta
De empurrar cabeça contra destinos.
Esse agonia avessa
De não controlar
minhas próprias asas.

4 comentários:

RicardoPalacio disse...

oi... to comentando soh porque eu não achei justo ter seu blog como uma boa companhia, como eu tenho feito, e não te contar isso...
espero que vc nunca canse dele :)

Rocky shade metal disse...

Não saber é bom...
...porque um dia a gente vai saber e não poderá escolher, enquanto não sabendo temos várias opções.

Sergio Domingues disse...

rayanne, sentimo-nos. milho é a infância a debulhar, escorrer lágrimas de ouro em tinas e desfrutar de nascimentos na terra. não controlamos asas, nascem e voamos...

alisson disse...

...comer milho é algo tão lentamente bom... fiquei com vontade também... vamos?