segunda-feira, janeiro 09, 2006

A noite passada

No escuro, ouço a tempesatade rosnar pela janela de vidro
Ela não é má, sente-se apenas só,
Como eu, esta noite.
O silêncio equilibra-se pelos muros da madrugada
Sobressaltado pelos clarões desse Janeiro inquieto.
A noite bafeja o quarto, quente e pesada,
afundando as garras em brasa no medo dos lençóis.
O sono saiu a passeio, boêmio e rouco pelas calçadas.
Tantos filmes rodam na tela dos meus olhos fechados,
essa imaginação legendada de tantos casos tratados...
Silêncio.
E esse desassossego crescendo úmido como uma erva daninha.
Poros abertos, procurando a tempestade impossível.

9 comentários:

Moacir Caetano disse...

A verdadeira tempestade ocorre dentro das janelas da nossa alma...
Te cuida!
Beijos!

Sr. R disse...

oi, gostou do que viu lá no blog de parcerias? eu queria saber se vc topa entrar na próxima empreitada? topa? beijão

Rocky Shade Metal disse...

hum...
silêncio as vezes devora e machuca.

Sr. R disse...

então é só aguardar as instruções...rs...beijo

Roaky Shade Metal disse...

assim seja.... hehe

Roaky Shade Metal disse...

assim seja.... hehe

Rita disse...

Menina, mas eu sou tão admirada de seu talento e dessa sua mãe cronópia, como diz o Gil. Que bom que tirou os caderninhos da gaveta e compartilhou com o mundo. Um beijo grande!

Sergio Domingues disse...

Enquanto ouves a tempestade, meu rosto pasmo está colado na vidraça. Céu de relâmpagos e nada de chuva. Que solidão - mesmo que castigada a instantes - pode desvelar-nos para o céu sem estrelas?

Essa dúvida consome-nos. O fim é o calor interminável.

O nosso fim seria mais uma espera?

Gil disse...

"algumas vezes fico desejando que ocorra uma tempestade. Numa violenta tempestade, tudo muda de figura. O céu sofre transformações de quatro dias em menos de uma hora, as árvores se dobram, o vento se torna selvagem.
Mas é Deus quem está ali - tocando na sua catedral favorita no Paraíso - num órgào gigantesco - trovejando nas techas - em harmonia perfeita."

( Joan Baez )