sexta-feira, janeiro 20, 2006

Sobre o Silêncio

E um dia decidiu pelo silêncio, como a forma mais humilde de intenção. E o silêncio cresceu e criou asas, asas de vôo cego preenchendo a noite escura. Mas tinha lua. E a lua, nas asas do silêncio, fica tão prá sempre. A lua, toda dele, vestida de silêncio alado, quase um poema: não fosse o céu ficar tão zangado, ela era prá ser só dele. Seguiu seu vôo preenchendo os rumores da noite, até que o sonho, legendado e tolo, pousou qual uma borboleta inconseqüente sobre o nariz do silêncio. E não podendo mais com a graça daquele tolo amarelo e desajeitado sonho, romperem numa risada que acordou o dia.

5 comentários:

Rita disse...

Aaaaaaaah, parece que eu fui com eles, sabe, lendo seu texto. E quando o dia acordou, meu sorriso foi junto. Foi tão querida surpresa amanhecer por dentro. Lindo, você escreve lindamente, menina encantada.

Moacir Caetano disse...

que linda maneira de amanhecer o dia...
beijos!!!!!!!!!

rocky shade metal disse...

Oiê!
Que a semana seja feliz pra vc!
Que o sol brilhe mais que nunca,
E que o calor não seja tão rigoroso com os curitibanos...
hehe
Beijão...

camila disse...

com os devidos direitos guardados, olha que coisa mais linda, mais cheia de graça.

Sergio Domingues disse...

estás meio nejariana... mas também estou... estamos entretantos do que restou.