sexta-feira, fevereiro 17, 2006

A Fera

Quando eu caio - e dói
Sangro as feridas, não escondo.

Depois

Aperto os olhos,
acerto o passo
e preparo o bote.

armo um sorriso e assim disparo:

Quem sabe a fome,
devora qualquer instante.

6 comentários:

Sr. R disse...

levantar da queda sorrindo /
há que se concordar /
não existe mais certeiro tiro....beijo

A czarina das quinquilharias disse...

quando eu caio - e dói
eu finjo que não
não eu não caio não
não é sangue, baby
é mel
e eu não estou de joelhos
estou só pegando impulso
e não, não são soluços
só estou respirando fundo
e eu não quebrei nada
meus ossos sempre se dobraram nesses angulos flexíveis
e não se engane
não estou chorando
foi só um pouquinho de gelo
que derreteu

Moacir Caetano disse...

fome de vida...

rocky shade metal disse...

se o sorriso for uma arma para o bem, vale a pena usá-lo ao seu favor.Mas, se for uma arma para continuar enganando a si e aos outros, talvez seja melhor deixar de usá-la."Armas nobres" não podem ser gastas assim...

beijão

Rocky shade metal disse...

oiê.....
texto repetido, né?
guerreira, nao lance sorrisos em vão com o pretexto de ser mais um bote.
Sorria pro que tiver que sorrir e chore pro que tiver que chorar...
enganar os outros, no fundo é enganar a si mesmo.
lute e conquiste, mas sempre com um sorriso sincero no rosto...
pois se não for sincero, não é sorriso, é dor.

rocky shade metal disse...

beijos para ti guerreira.....
saudades