segunda-feira, março 06, 2006

AZUL

E apesar da tempestade e do granizo
E das folhas machucadadas, gestos partidos,
O amanhã se levanta esplendoroso
Numa comemoração de rosas e azuis feridos.
O inverno não chega para abrandar as chamas
E a chuva não basta, não cala.
Apenas eu sei desse azul que me encara de frente
Como se eu fosse a montanha mais alta
no horizonte.
Vou enfileirando passos cansados
Coleção de caminhos, desfile das batalhas:
Neuroses da guerra.
Mas ainda o azul corroendo meus poros
E o tempo dançando o azul das veias.
Em silêncio rendo as últimas homenagens
Ao pelotão de dizimados minutos.
Depois,
Voltar aos olhos do azul em frente
E mergulhar sem pudor na luta.

2 comentários:

A czarina das quinquilharias disse...

os gestos como se fossem galhos
lindo

Thata disse...

ha! rayanne, ia te perguntar se você me achou no aquele (já escrevi lá) e vejo um comment da nath aí em cima. mundinho pequeno. Lindos poemas! parabéns.