sexta-feira, abril 28, 2006

JUSTA HOMENAGEM

Porque aqui dentro
Debruçada nas varandas das retinas
Eu vejo vocês:

Coloridos, doloridos
Seres mágicos, quase mitológicos.
Vocês que me devolveram as cores
O vermelho prá beber da dor
O azul prá arrepiar o nome
O amarelo prá gritar as flores
Preto prá sonhar a lua
O verde dessa nossa dança
E vermelho prá morrer de amores.

Com surpresa eu vi passar a banda
Cantando as coisas que eu tinha desistido.
Aí vieram vocês e inventaram novos sabores.
Eu não imaginava sonhar assim em binários
Eu não imaginava viver uma ilusão digital de sensibilidade
Onde o mundo pode, embora tarde, ser belo.
Vieram vocês, agora não temo, espero:
Juntar retalhos, cacos cortantes, coloridos,
transformar em bordas floridas, nossas estórias cheias de dores.

Vocês, sim. Você também.
Todos nós , aprisionados e libertos pela tela.
Poesia, Prosa, Verso
e essa explosão do encontro
entre leitores,
escritores e paralelas
.

16 comentários:

Márcia disse...

Um beijo grande, Rayanne. Daqui.

Briza disse...

Ô Estrelinha, só tu, visse?

Diana disse...
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Diana disse...

O abstrato se faz tão concreto, aqui, dentro da tela. Este outro universo, paralelo, binário, mas tão real. E se toda pessoa é um pouco só, estamos todos, aqui, sempre acompanhados em nossa solidão. Em nossos sentimentos, dores, amores. E é incrível como o pensamento se torna campo de troca, de conexão. Anônima compreensão.
Muitos planetas para a moça das estrelas. :)

Rita disse...

Menina, encantadora de cavalos e de mágicas palavras, precisaria de um aposto quilômétrico para agradecer edizer o quanto você se expressa bem. E é especial para mim. Um beijo, linda, linda.

A czarina das quinquilharias disse...

palmas, muitas palmas, quisera ter 6 mãos.
tela redentora do dia-a-dia :)E um grande amor por todas as palavrinhas, minhas, suas, deles.

sigur stea
do romeno, estrela só)

pedro pan disse...

, entre cores, grita flores e palavras-cores. em sonhos binários. em cotidianos. guardando em a lembrança o vôo de pássaros ou borboletas.
|beijos meus|

Renata disse...

se vc não fosse irmã dele, eu os colaria com araldite.

da gaveta disse...

aprisionados e libertos.
e vice-versa.

verdade.

camboleta disse...

explosões de encontro..textos que unem pessoas,idéias,sentimentos.
visitarei sempre seu espaço.se permitir,claro.abraço
= )))))

Beanes disse...

da próxima vez q me encontrar com o outro cronópio vc bem q podia ir tb né?
beijos

Lubi disse...

Bonito. Demais.
Impressionante como nesse mundo aqui encontramos gente tão parecida com a gente.

Boa noite, bom resto de semana.
Eu, aqui, sigo pensando.

Lubi disse...

Moça, moça obrigado pelo link.

Sergio Domingues disse...

Olá, pequena! Perdoe-me a ausência, mas quê fazer quando aquela infinita nos abraça? Sumir aos poucos e deixar passos. Voltei, por enquanto, para me assombrar novamente contigo. Assim te abraço!

Octávio Roggiero Neto disse...

Estamos nós, poetas-escritores e poetas-leitores, fadados a levar conosco esse grilhão de prazer e necessidade, que é a Literatura como parâmetro de vida. Ao mesmo tempo que às vezes nos sobrecarrega, em outras oportunidades no edifica mais e mais.
Deixo aqui não uma homenagem (quem sou eu para tanto?), mas minha admiração àqueles que se debruçam sobre "as varandas das retinas", sobretudo a você, Rayanne, pelos seus poemas, com os quais muito me identifico. Aliás, a melhor homenagem é você mesma que se faz com sua própria obra poética, que eleva seu ser às alturas. Eis a "Justa Homenagem"!
Seu blog é o prazer digitalizado!
Té mais!

rocky shade metal disse...

realmente justa..
beijão guerreira!!