sexta-feira, maio 26, 2006

Eu quero ir, minha gente.

Tão cansada. E os passos necessários sob a garoa.

Vai na cabeça uma música que parece tão certa:
"Eu quero ir minha gente
eu não sou daqui
eu não tenho nada
quero ver Irene rir
quero ver Irene dar sua risada"
Assim como se Irene fosse a representação de estar em paz.

Mentiras, palavras furtivas, cinismos e más intenções
Drogas, miséria, o caráter que falta e as desilusões

Eu quero ir minha gente
eu não sou daqui...........

Tão cansada, a voz rouca que falta, tanta palavra: e não adianta, nada.
Aceno de longe para outras garças tristes como eu e você: sem haver parada.

Realmente: às vezes dói muito mais que sempre.

6 comentários:

A czarina das quinquilharias disse...

e às vezes eu acho que cansaço é só outro nome meu e que tudo que eu posso fazer é me enrolar na cama pra sempre.
mas não.
mania de ser menina de lá. um beijo estalado.

Lubi disse...

E ás vezes, eu me pareço tanto com você...
Ou, você comigo.
Me assusto. Por que me reconheço nos escritos de outrém. Me sinto ecumênica, quase; um pedaço de sentimento que está em todos. Ou, quase.
Beijos!

(E não vai, não; pelo menos daqui. Podemos inventar outras vidas das nossas.)

Thata disse...

mas às vezes dói muito menos também. e às vezes nem dói tanto assim. Assopra que passa, menina estrela.
bjim!

Nirton Venancio disse...

ainda bem que existe a poesia pra desrimar a dor...

pedro pan disse...

, dores... desilusões... más intenções, estão por ai... mas os passos necessários, os pássaros...
|beijos meus|

Leandro Jardim disse...

"Realmente: às vezes dói muito mais que sempre"

Genial, mas nem tão mal,
Porque, porém:

às vezes dá muito mais prazer que nunca...

No nunca nem a dor há... é muito mais triste...

bjs