quinta-feira, junho 22, 2006

Dentro do escuro.

Porque quando é noite, e o silêncio
Eu fico a cantarolar baixinho para adormecer os medos.
E da ausência faço muros onde escrevo
Cada palavra que arranhando foge à alma.
Porque se me acreditas pálida,
é que a lua se pôs atrás dessas olheiras
Enamorada pela alvura de um sorriso.
E quando tudo assim, incerto e vago
Não nego, eu sangro e tinjo as águas
Colorindo a solidão de outros espelhos.
Porque verso é algo assim de arisco traço
que quando pressente lágrima, desbota.
Eu sigo antecedendo auroras várias
Temendo amor (tecer)
Rotinas cálidas.

10 comentários:

Múcio Góes disse...

o amor tece caminhos onde as lágrimas são rios, e, a cada novo dia, um novo rio segue para o mar.

:*

rocky shade metal disse...

faz muito bem.
os medos não servem pra muita coisa mesmo.

pedro pan disse...

, amor(tecer) ter, quando é noite e tudo foge. a lua alumia e estrelas brilham.

|beijos meus|

Marla de Queiroz disse...

Mas, moça, o que vc faz com a palavra é de uma beleza infinita!!!Leio, releio e fico cada vez mais pasma...Quero escrever assim quando eu crescer!
;-)

RicardoPalacio disse...

algumas vezes o escuro dá tanto frio...

camboleta disse...

cantarolo uma música bem bonita...ou ao papel...o pensamento vai longe..quando percebo..os raios de sol me fazem voltar.
=D

Lubi disse...

E você canta, conta e me adivinha.
Noites iguais. Noites sem dias. E minhas estrelas são lágrimas.

Rita disse...

Tão delicada, trata as palavras com aquele amor que eu vi nas fotos: cuidando dos filhotinhos. E elas respondem alegres como eles brincaram também, os poemas mordendo a mão da menina Ju. Menina linda de tudo!.

Leandro Jardim disse...

Que coisa linda! Nada mais a dizer...

bjs
de olhares úmidos e ares secos
(ops, disse mais... hehe ;P)

Anônimo disse...

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