segunda-feira, setembro 04, 2006

O sol abriu os olhos vermelhos do dia.
Depois sorriu devagar, afugentando preguiças noturnas.
Lavou o rosto demoradamente,
fecundando os poros, a pele terrosa rachada e seca.
A melodia era "Uma ode à alegria", Beethoven, sempre.
Depois estendeu-se sobre a tarde, um véu cinza e refrescante.
Como se a chuva não oferecesse a paz, radiante.

12 comentários:

Marla de Queiroz disse...

Pois aqui amanheceu uma tempestade: a chuva desabrochada...Mas as flores têm perfume de sol, o vento azul veio renovando e a sua poesia colore qualquer paisagem minha.
Sempre vou repetir o quanto te acho fantástica, o quanto fico fascinada por tudo que tece, esboça, rabisca, toca,cria...
Beijos!
Boa semana, bom dia!

rocky shade metal disse...

É...

Múcio Góes disse...

olhos vermelhos,
a ver malhas,
do haver mais
que o sol nos mostra.
descortinar-se de si esmo,
até ouvir ao fundo,
um eco no oco
de si, em dor maior.


bom dia!
:*

moca disse...

um domingo calmo..?

paula disse...

por aqui, foi mais ou menos assim tbém :)

A czarina das quinquilharias disse...

hoje parece que o sol veio caminhar sem ter lavado o rosto...
bjinhos

paredro disse...

Quando um sol velho e gosdo cruza o céu, aquelas tardes verdeclaras com uma musicalidade morna, aquela paz de estar. Lembrou, ainda que.

pedro pan disse...

, e nasce mais um dia, cada dia seu espetáculo particular...
|beijos meus|

Dora disse...

Uma tela pintada, um filme colorido! Isso tudo sai, brilhando, das palavras plásticas...E há a trilha sonora de Beethoven! E há a alegria esperta que se insinua, assim, sem mais nem menos, na gente...Isso é seu texto!!!
Beijos.
Dora

Mendoscopia disse...

Ah a paz, eu quero só 5 minutinhos!
:) Lindo!

Bjo,
Marcia

Lubi disse...

E eu me vejo tão bem refletida.

Keila Sgobi disse...

:)

e depois de ler o Livro do Octávio Roggiero (pai), vai entender a poesia do filho...

beijos selados