domingo, dezembro 31, 2006

Das ardências.

E como se não soubesse que eu tenho essa urgência escancarada em minha boca.
E como se eu pudesse estancar toda essa verborragia em meu olhar.
E logo eu, que tenho vertigem de silêncios!

Eu que me sobressalto a cada dedo que desliza a pele desenhando um rumo
Eu que tento conter desejos dentro, estremecendo corcoveios mudos
Eu que amarro na saliva teu gosto de carência.

Eu não abraço ausências.

Eu gosto de arder possibilidades quando me derramo em tua entrega
Gosto do murmuro baixo na doma das peles
E da mão entrelaçada sob o arrepio:

Eu abraço a carne fresca desse tom arredio.

12 comentários:

Ju disse...

Ah, q lindo!!

Beijos com amor

Elenita disse...

Tão bonito =)
Um beijo.

A czarina das quinquilharias disse...

beijo ardido, dona moça :*

moca disse...

vertigem de silêncios foi lindo e genial!
beijos
um excelente 2007!

Múcio Góes disse...

sou de repente,
e o meu agora
é sempre sempre.


Bjo, Super!

Caroline Bigarel disse...

Bonito.
Singelo.

Juliana Marchioretto disse...

ameeeei!!!

bjo grande.

Anônimo disse...

Hey!
Estive aqui, viu?

Rocky Shade Metal
www.diariodemorte.blig.ig.com.br

moacircaetano disse...

urgência e amor e desejo e...
tudo!

paulo vigu disse...

Venho debaixo de chuva
Grito pra desvertiginar silêncios e quebrar a espinha da ausência.
Venho de uma saudade que a chuva não leva porque aqui eu trans & bordo. Fiz pacote pra Marla e não a vi passando, então resolvi subir a serra pra ler você. Riodaqui leva um piano na enxurrada e chove. 1 beijo meu - Paulo Vigu

diovvani disse...

E eu... abraço, suas palavras, e, sua alma, -clara-.

Clauky Saba disse...

um poema dotado de versos fulminantes!!!

corcoveios... isso me remeteu a minha época de convívio com os cavalos - fiz hipismo por 18 anos.

poetabraços

clauky