segunda-feira, março 19, 2007

Poetica mente.

Abriu a linha com seu passo tímido
E engravidou a rima com seu verso ríspido.

Lançou sobre o soneto sua idéia ilógica
Despiu toda a gramática com avidez inóspita.

Adormeceu ouvindo o som de um poema lúdico
Sonhou a poesia como uma pausa sísmica.

E sepultou no peito trágico
O seu amor irônico.


(**Inspirado em "Construção" de Chico Buarque de Holanda)

14 comentários:

paulo disse...

e seguiu o seu caminho
na construção da construção
desse cantar silencioso
do momento poesia...
.
adorei!
.

Pedro Paulo Pan disse...

, tem influências de chico? de "construção"?
não sei, mas fui lendo e "construção" veio como se trilha sonora...
|beijos meus|

Juliana Marchioretto disse...

amor-poético-trágico..
bonito

bjo

Múcio Góes disse...

minha Super!

versos com sons de canção, e meu peito segue a pulsação da tua métrica.

belo.

bjss.

Moca disse...

incrível, como sempre.
seus escritos tem algo de mágico...

Moca disse...

casa nova:

http://vamasvolte.blogspot.com/

;)

Moca disse...

não sei quando, mas irei com certeza! entre cervejas, no melhor estilo poético, sim!

Dora disse...

O ritmo de seu poema é sentido até na leitura silenciosa...As idéias vêm "dançando" e se encaixando aos pares. Uma mente poética é isso...
Linda composição!
Estrelas, como você aprecia...
Dora

czá disse...

buarquiana...
:*

paulo vigu disse...

Dando continuidade à canção de Chico, Rayanne também solta um ser com passo tímido e verso e reverso. Poeta interveio e eu gostei. Riodaqui/água e beijo/paulo vigu

Beanes disse...

antes irônico que platônico. é mais fácil rir que não ter o amor.
beijos muitos para você, moça das estrelas.

Jefferson P. disse...

Que primoso poema... Que nada mais é do q vida confessada em murmúrios de uma confusa escrita de uma mente vadia ...

bjo grande.

diovvani mendonça disse...

Há bem tempo estou grávido de suas palavras, dos sentimentos que elas transmitem - ainda não identifiquei quais, mas sei que elas têm, provocado nascimentos em mim. MontanhosoAbraço.

? disse...

Caramba, parece Chico, mesmo...
Essas palavras e suas palavras... parecem cãezinhos correndo atrás do rabo...