sexta-feira, maio 18, 2007

Outonal.

E o pôr-do-sol que incandesce o olhar
Contrasta com o ar que, frio, invade o peito.
Eu vento prá casa
Sigo as estrelas em meu peito.
A geada é fina cá dentro,
E guarda a beleza rendada dos cristais da dor.
Tem alegria onde sou rio:
Lavando embora o que não é cor.
A vida brindando,
brinca morna,
Na ausência do amor.

10 comentários:

diovvani mendonça disse...

Por enquanto na ausência do amor.
Mas a poesia sempre presente.
Abraço.

Lubi disse...

Nossa.
Texto mágico. Sentidos novos pras palavras.

Amo.
Um beijo.

Gil disse...

Eu gosto sobretudo dêstes;
e os outono realmente os convoca.

Bonito.

paulo vigu disse...

Menina - tá ventando forte - vá pra casa, menina, e faça poemas de estrelas, de rio, de água morna, até que o amor volte. Mergulhe lá, viu. Riodaqui aí.

Leandro Jardim disse...

ai, que coisa mais bonita
ai, ai... estrela primeira!


beiJardins

RicardoPalacio disse...

bonito...
tao bonito
que nem parece que pode doer

:)

Ácido Poético disse...

Um outono maravilhoso, apesar da magia do amor, que em breve chega. Quando menos se espera, até antes da primavera floresce...
Belo texto
Um beijo
Brunø

Marla de Queiroz disse...

" A beleza rendada dos cristais de dor..."

Flor, que imagem linda!
Lindamente triste.

paulo disse...

lembrou-me uns antigos filmes... aqueles qua fazem doer lá dentro e bem fundo... que deixam um gosto de querer de verdade...
.
vida vida
.
beijos meus!
.
paulo

Antônio Alves disse...

Gostei da brincadeira com as palavras "vento" e "lavando". O outono é a melhor das estações

Abraços

Antônio Alves