terça-feira, junho 19, 2007

Do traço.

E da dor do traço
Retiro a cor, refaço
Nosso verso antigo
Revejo, e passo
Torno em flor
Meu estilhaço
Arrisco abrigo
No sorriso e sigo:
Não há espaço para castigo.
E eu aqui vou leve,
se a vida breve
ou semelhe o aço.
Empunho o braço, brigo.
Mas se me adoça
Um bom pedaço
Serena enlaço
E desobrigo.
Já é amor,
Esse amor máximo,
A seguir comigo.

8 comentários:

moacircaetano, todo prosa! disse...

amo!

camila disse...

linda toda, não só as palavras. estrelita mor!

Múcio Góes disse...

amor de mormaço, este, que esquenta o regaço, este, que nos arranca, sem doer, sempre um pedaço.


bjo, minha Super!

Antônio Alves disse...

O poema parece rabiscado a cada linha, como se cada verso necessitasse do outro. E termina na explosão dos três ultimos versos. Há braços!


Antônio Alves
No Passeio Público
Postagens às quartas e domingos

paulo disse...

... e são só sorrisos por cá!! seus versos cheios de vida me deixam sempre a pensar!!
.
beijos & beijos!!
.
paulo

Tanara disse...

e gostoso daqui é ver as palavras dançarem...

{beijos}

Sandra Regina de Souza disse...

Inaugurando a conexão curitibana, atualizo-me nos versos... e perco a fala... engulo a rima... Poesia dói nos olhos e o sentido me descortina! Emoções tantas nas palavra: pequenas sílabas... grandes metáforas... tudo tão intenso desde sempre... Impossível sintetizar os verbos... (Foi assim que vc me deixou!)
Beijossssss de fã!

Lubi disse...

Ah, se você me cala.