segunda-feira, setembro 24, 2007

FELIZ ANIVERSÁRIO.

Atravessa o vendaval das horas.
Prá ti,a data crava os dentes no tempo,
Marcando novamente os pulsos
Com a viagem que nasce programada.

O tempo nada tem de sutil:
Traça caminhos na cara
Escreve com borrões
E nos troca os passos.

Mas sabe também desenhar azuis
E descrever belos contornos
Que se assememelham ao riso,
Matéria bruta de sonho.

É com os dentes de dilacerar
Que lapida as almas mais bonitas.
Acredita então na alegria, não no penar.

Só desistir não pode escorrer das páginas,
que enquanto é escrita a história
Sempre pode haver
Mais uma página,
Mais um personagem
Mais um caminho,
Mais uma paisagem.

Enquanto não for escrito fim
Sempre cabe mais um sorriso na memória.

Te amo, irmão.
Feliz Aniversário. Seja feliz não só uma data, Mas uma história.

**Estrelas**

Prá ele, PAREDRO

quinta-feira, setembro 20, 2007

Da linha reta.

Eu prezo a cara limpa.
A consiência aérea.
A dúvida etérea,
Com a retidão dos passos.

À boca pequena
a maledicência, o susurro,
o lucro come a ética:
embola o estômago.

Espírito inflama quieto
Na explosão nem é discreto
Cara à tapa, e arde:
Eu não me escondo,
Coisa de quem fez por onde
De quem é covarde.

Eu prefiro o ângulo agudo das palavras
E o corte claro da honestidade.

Erro sim:
Muito.
E para os erros,
aprender e perdoar.

Mas dissimular não peçam,
Não me adoça o paladar.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Meu amor.

Bom vai ser quando eu puder descolar os silêncios que grudaram sobre a pele. Lavar o sal seco dos poros para receber teus sussurros. Bom vai ser quando a pele reconhecer teu nome, esticando os pêlos para tocar as suas mãos. Quando os músculos puderem desmanchar a contração da ausência para se misturarem ao teu peso, aos teus dentes. Bom vai ser, meu amor, quando eu perceber de novo as cores pelo filtro mágico do teu olhar. Quando o sorriso não for mais visita, e ocupar os lábios e os capítulos. Quando as agonias fizerem as malas e deixarem o seu lugar, eu vou pintar o dentro de sonhos e perfumar de esperanças, meu amor, o seu ficar.

terça-feira, setembro 11, 2007

De um momento triste.

Não há nada, meu amor,
Nada dentro da noite escura.
O vento reclama triste,
O vinho sela amarguras na língua,
A lágrima sulca, doce,
O caminho conhecido dos anos.

O suspiro morre o peito e arde,
Enquanto todas as coisas mergulham
Fechando sobre si os fios
que pesam o coração em vazio.

E não há nada, meu amor.
Nada dentro da noite escura.

Um nada a dissolver ossos e angústias,
Nada lambendo incertezas,
com olhar amarelado de rato.

Nada florindo hematomas sobre o sonho,
Meu amor,
E sobre o nada,
a noite dura.

domingo, setembro 02, 2007

Da música corporal.

Acorda-me em SOL, amor,

REnde meu corpo sustenido,

Derrama em MInha boca

Teu amor bemol...



se prende

Onde é desFAzer tua morada.

Provoca meu mais lírico sentido:

Em SI, reúna a explosão dos nossos versos,

Regendo a sísmica impressão da sinfonia.