terça-feira, setembro 11, 2007

De um momento triste.

Não há nada, meu amor,
Nada dentro da noite escura.
O vento reclama triste,
O vinho sela amarguras na língua,
A lágrima sulca, doce,
O caminho conhecido dos anos.

O suspiro morre o peito e arde,
Enquanto todas as coisas mergulham
Fechando sobre si os fios
que pesam o coração em vazio.

E não há nada, meu amor.
Nada dentro da noite escura.

Um nada a dissolver ossos e angústias,
Nada lambendo incertezas,
com olhar amarelado de rato.

Nada florindo hematomas sobre o sonho,
Meu amor,
E sobre o nada,
a noite dura.

6 comentários:

camila disse...

nada como te ler. (um beijo e um carinho para acender uma vela por aí)

Múcio L Góes disse...

é como nadar, nadar, e dar em nada, como disse o Poeta.


minha SUPERNOVA!

bjsss

Jefferson de Souza disse...

Nada incomoda
Nada acontece
Nada...
Afinal, o que é esse
Nada?

Octávio Roggiero Neto disse...

http://www.paopoesia.blogspot.com/

Vieira Calado disse...

Gostei deste poema. Está escrito por quem se vê que sabe.
Bomresto de semana.

Lubi disse...

Doeu,