terça-feira, outubro 23, 2007

Para você.

Então abre as tuas mãos e deixa o vento ir.
É preciso ainda que ele acarinhe outras despedidas
Antes de confundir a saudade em teus cabelos.

Abre os olhos e permite o salto dessa lágrima:
Ela tem sede do chão e de fundir-se ao mundo...
Não a guarde só para sí na penumbra do teu dentro.

Inspira essa urgência das coisas, deixa a vida passear em ti.
Ela anda curiosa dos teus silêncios e dessa pausa,
Essa vírgula que se abriu na tua alma,
Separando o ser e o riso.

Olha.
Vem sentir na pele essa chuva que é a libertação
De todos os choros enclausurados, do suor dos esquecidos,
É a essência do mundo vestindo tuas idéias.
Toma para ti essas histórias e vê como é fluido o tempo.

É uma hora azul agora,
porque a bordei com esse fiapo que escorreu do olhar
de um oceano inquieto com reflexo celeste do horizonte.
As tuas horas podem colorir-se de histórias.
Basta que tenha a paciência de abrir os dedos,
e descobrir as cores ansiosas nos teus medos.

Não é preciso fechar a porta:
As tuas pegadas desmancham distâncias,
Assim,
como se fossem parte do caminho.

8 comentários:

Anônimo disse...

Belíssimo, belíssimo!

Moca
http://ficcaobarata.wordpress.com/

Paula Calixto disse...

Que O "você", realmente...
"Não a guarde só para sí na penumbra do teu dentro."

E as portas não se fechem e as pegadas sejam cada vez mais largas!

Beijos.

Lubi disse...

Liiiiiiiiindo.

Amo você.

paredro disse...

Doeu um tanto, aqui entre as costelas.

Marla de Queiroz disse...

Nooooossa, Estrela Minha...

Que eu até perdi o fôlego extra que guardo pra essas leituras tuas...

paulo vigu disse...

Eis um tempo de horas azuis e essa menina que sai pra bordar.A poesia daqui flui no tempo. Riodaqui. Beijo na dona da casa.

Leandro Jardim disse...

Ah, ``belirismo´´ da brilhante estrela Juray!

beiJardins saudosins

A czarina das quinquilharias disse...

lindo, linda.