terça-feira, novembro 27, 2007

Da volta e o vazio.

Voltando à velha falta de ar causada pela tua ausência,
E tua impressão em digitais claustrofóbica.
Um pêndulo no peito
Auscuta os espaços que se alongam.

Toda noite a pele te procura derretendo os lençóis
E quando pensa tocar-te em segredo de sonho,
A manhã descobre o esconderijo do amor
Gritando estridente as horas de mais um dia ausente de nós.

Mas eu guardei um pouco de ti
Sob a minha pele, minhas unhas e meu silêncio
A memória colada em recortes sobre as retinas
Prá quando não houvesse palavras de tocar.
Então eu silencio,
ouvindo a tua música que ficou vibrando nos tímpanos,
E tento imitar um sorriso que se contorna de lágrima.

Todo o resto é saudade.
E essa insossa sucessão de esperas.

domingo, novembro 11, 2007

Fui por aí.

É porque você verso
E valsa, insiste.

Vai rodopiando a letra triste
Versando amor
Que sussurando teu sabor
Persiste...

Num movimento impensado
Desço da dança.


E se alguém perguntar por mim
Diz só que eu fui.


É que quem tem vai por aí.
Amor.

Tava me chamando assim, sabe?
Uma voz doce.
Quem resiste?

Fui por aí.



Uma volta no mundo,
um mergulho bem fundo,
Que eu só de incêndio,
A (s) cendo.

sexta-feira, novembro 09, 2007

Estrelas abertas.

Então tá.
Chega.
Cansei de esperar o amor.


Se alguém perguntar
Eu saí.
Fui ali buscar.


Abri a porta,
Saí de mim,
Tomei carona
Nas estrelas e parti:
Viajei para o amor,
Destranquei o segredo,
Abri a gaiola dos medos,
Despi a lógica.

Se alguém perguntar,

Segui sorrindo,
Não estou mentindo,
Fui ser feliz.

terça-feira, novembro 06, 2007

Sem você.

Ando de besteira em besteira,
Tentando, sem você, ser inteira...

sábado, novembro 03, 2007

Da ansiedade.

Como se ainda houvesse em meus dedos o espetáculo crepuscular dos teus acontecimentos.
Ouço teus passos distantes, como um sonoro não desenrolando o novelo das horas.

Entenda.

O início ainda plasmava a substância inútil quando teu verbo abandonou minha plenitude.
Agora segue o ponteiro reincidente sobre o tempo que insiste em teimar distâncias.
A tarde joga suas peças, alheia aos meus nervos embaralhados sobre a carne.

Tudo segue em paz.

Exceto o reflexo borrado do teu sorriso
Nos meus olhos.