terça-feira, novembro 27, 2007

Da volta e o vazio.

Voltando à velha falta de ar causada pela tua ausência,
E tua impressão em digitais claustrofóbica.
Um pêndulo no peito
Auscuta os espaços que se alongam.

Toda noite a pele te procura derretendo os lençóis
E quando pensa tocar-te em segredo de sonho,
A manhã descobre o esconderijo do amor
Gritando estridente as horas de mais um dia ausente de nós.

Mas eu guardei um pouco de ti
Sob a minha pele, minhas unhas e meu silêncio
A memória colada em recortes sobre as retinas
Prá quando não houvesse palavras de tocar.
Então eu silencio,
ouvindo a tua música que ficou vibrando nos tímpanos,
E tento imitar um sorriso que se contorna de lágrima.

Todo o resto é saudade.
E essa insossa sucessão de esperas.

6 comentários:

Anônimo disse...

Nossa! Várias vezes vc escreve o que eu sinto!
Leio seu blog sempre...
Bjs.. Rita.

Múcio L Góes disse...

ah se pudéssemos recortar os mapas...


bjs, amiga linda!

Lubi disse...

Linda, flor.
Sei nem o que dizer.

Beijo.

Alexandre Beanes disse...

e se agente fincasse os pés no chão e fizesse bastante força, será que conseguiríamos mudar o mapa, trazê-lo para perto? se der certo me chame que ajudo nisso.
beijos, Estrela!

Paula Calixto disse...

"Memória colada em recortes"

Maravilhoso isso!!!

Beijos.

J.F. de Souza disse...

Isso aqui tá lindo, mulher...

Há beleza na tristeza, eu digo...