sábado, janeiro 05, 2008

É você.

O que, como te dizer?

Que você foi crescendo dentro dos meus dias até preencher todos os espaços?
Que a tua falta é a latência permanente, um silêncio que grita, um vazio que sente?

Já houve o momento em que eu pensei que eu tinha inventado todo esse sentimento em mim. Já houve o momento de confusão, seguido de dor. Uma dor aguda que eu não podia entender. Aos poucos pude recobrar o fôlego e fixar de novo os olhos prá de novo poder ver. É você. Sempre foi você. Só pode ser você. E a história toda dolorida e encantada, como tinha de ser prá fixar as tuas raízes bem fundo, onde eu nem pudesse mais saber se era eu ou você. Então, um só.
Eu não discuto mais com o destino. Ele me trouxe você, apesar de qualquer distância. A vida me entregou de bandeja o grande amor, pelo qual vivem e morrem todos os seres.

Essa ausência vai bordando cicatrizes dentro, e as lágrimas tentam levar a dor: ao mesmo tempo eu abro meu maior sorriso, prá você, por você porque você. E é feliz quem tem saudade, quem pode sentir rasgar-se por inteiro, porque sabe que será. Esse amor veio prá realizar, acontecer, ser inteiro.

AMO você assim, maior e permanente, o amor que caminhou todos os versos e espantou todo meu sono. AMO você assim, com todo fio dos sentidos e a amplitude dos minutos, estancados do meu pulso no momento em que ousamos ressonância.

9 comentários:

Lubi disse...

Nossa, Jú.
Só mesmo o amor pode conceber uma poesia tão perfeita, um dia-a-dia com sentido.
Te lia e as lágrimas iam rolando pelo rosto. Porque intensidade é essa coisa que vai bagunçando a gente por dentro.

Amo você.

Paula Calixto disse...

Amar em amplitude do infinitivo-finito.

É.

Beijos, flor.

Alexandre Gentil disse...

Parabéns!!

Ótimo blog, já esta nos favoritos.

Beijo.

RicardoPalacio disse...

certeza bonita
certeza leve

é que num peito grande demais
sempre sobra espaço praquela vertigem.
No espaço do 'faltar' do outro.
Numa brecha entre o 'gostar' e o 'esperar'.
Sempre cabe essa vertigem que nao deixa ninguém ter dúvida.

[porque amor só é substantivo abstrato na cabeça de quem nao ama.]

:)

Pedro Pan disse...

, amor... ausência. permanência. e a sintonia de dois seres...
, beijos meus e feliz 2008!

Lid disse...

Amei te ler.
Texto M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O..
Assim bem soletradinho....

=D

Leandro Jardim disse...

e os sinos tocam
amar é
bem bom


hehe, beiJardins

Ella... disse...

Tomei a liberdade de colocar o link de seu blog no meu... Tudo bem?

Rocky Shade Metal disse...

Noooooosssssaaaaa..

Olha o que o amor faz!

Beijos