sexta-feira, maio 30, 2008

Do amor pleno.

Eu queria trançar nas fibras do papel esse amor.
Eu queria saber dizê-lo, contorná-lo.
Queria conhecer sua forma e suas margens.

Mas é tão longe o horizonte
E eu aqui no meio do sentir, tão submersa.
Tão à revelia do para sempre.
É certo que as palavras fugiram de mim,
Subiram como hera sobre a respiração
Trancando os versos, a necessidade solene
De encadear belezas sobre a fibra virgem.

Eu me rendo,
Eu já sou tão sua.
Amor que me assoma,
Alma já tão nua.

Eu sigo meus passos,
Meu passo é dentro,
A solidão em coma
E essa certeza crua.

quarta-feira, maio 07, 2008

Dos silêncios.

É a poesia que me assoma,
Que me salva.
Mas intensidade também
Precisa pausa.


**Mesmo porque, agora,
fiz um pacto com o destino:
Ele me devolve o sorriso,
E eu adoço as cores que rimo!

quinta-feira, maio 01, 2008

Morde.

Saudade tanta, assim

que late, late

E às vezes morde.