sexta-feira, maio 30, 2008

Do amor pleno.

Eu queria trançar nas fibras do papel esse amor.
Eu queria saber dizê-lo, contorná-lo.
Queria conhecer sua forma e suas margens.

Mas é tão longe o horizonte
E eu aqui no meio do sentir, tão submersa.
Tão à revelia do para sempre.
É certo que as palavras fugiram de mim,
Subiram como hera sobre a respiração
Trancando os versos, a necessidade solene
De encadear belezas sobre a fibra virgem.

Eu me rendo,
Eu já sou tão sua.
Amor que me assoma,
Alma já tão nua.

Eu sigo meus passos,
Meu passo é dentro,
A solidão em coma
E essa certeza crua.

6 comentários:

Ricardo Soares disse...

saudade que morde e late é uma bela imagem...kiss

Phillipe Lima disse...

Adoro o jeito que tu escreve. É bem direto sem ser seco.

"A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer".
E se ela brilhar sem querer?
Afinal, tem coisa mais brilhante do que dizer um sentimento?

Lubi disse...

Um beijo, minha flor.

Múcio L Góes disse...

morte à solidao, já!

o amor tem poder.;


bjo, e amo.

Gi disse...

Passo adentro: ficção urdida para arquitetar as distâncias. Bem, nem todas!

J.F. de Souza disse...

Não há palavras
mas há certeza

É assim que eu imagino esse tal de amor-pleno...

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Olha... Isso acaba de me dar uma ligeira idéia... =)

=*