quarta-feira, junho 11, 2008

Sobre tristeza.

Tristeza é perder os passos
Quando se tenta apontar direções.


Tristeza é aquele silêncio
Entre a sístole e a diástole.


Tristeza é alcançar a flor
E ver em seguida caírem as pétalas.


Tristeza, mesmo,
É uma agulha que alinhava as lágrimas por dentro.


Tristeza é um espaço imenso
Que nem eco encontra volta.


Tristeza é quando você tenta abraçar
E quebra ossos, versos e tentativas.


Tristeza costuma ser isso que te afasta
E te traz insuportavelmente perto,
É isso que anula enquanto precipita,
É essa ânsia de frio
Quando dentro expõe entranha
E chora.

É tudo, no entanto, que eu já não. É pranto.
É tudo que hoje cala, quando eu canto.
É tudo que silencia,
E eu, tanto.

6 comentários:

Phillipe Lima disse...

Até pensei ter ficado triste depois de ler esse poema, mas não, é só que tu disse tão bem que a tristeza entrou na cabeça. Mas não no coração.

camila disse...

o silêncio entre a sístole e a diástole. só tú estrelinha. é preciso muita alma para tanto.

meu abraço quentinho chegou?

beijo enorme.

Sandra Regina de Souza disse...

Triste... belo encanto... no entanto! beijos sem tempo para entristecer

. ana disse...

belas palavras...


minha amiga encontrou seu blog por acaso e me passou!
virei aqui sempre que puder!


bjo

Lubi disse...

É impressionante como você sabe falar sobre, mesmo quando não.

Saudade de você.

Beijos.

Alexandre disse...

"tem tristeza que a poseia enfeita"
beijos minha amiga estrela