terça-feira, julho 15, 2008

Quando enfim.

Quando escrever era o exercício diário
De uma dor humana, verso ordinário.

Quando a dor era uma rima constante
E te roguei cor
Prá disfarçar nosso instante.

Quando eu não quis mais rimar poemas
E vesti os teus olhos
Olhar de preces tão serenas.

Foi quando eu quis seguir só, adiante,
E os passos se perderam nos seus, bastante.

E não bastasse a dissonância
Da tua ausência, e a distância,
O coração ancorado no verso
E todo amor declarando infância.

E quando enfim olhos nos meus
entendi que meus passos são seus,
apaguei a espera e o adeus.

4 comentários:

J.F. de Souza disse...

Sim, sim... Lindo... =)


=*

moacircaetano disse...

Lindo demais, estrelinha!

Colombina* disse...

A gente tem que aprender a andar com os nossos proprios passos.
escreve lindamente :)

RicardoPalacio disse...

assim.
quase por acaso.
mas sem ser.

:)