segunda-feira, agosto 04, 2008

Da solidão.

E de poema tinge a boca
Em carmim e fome louca
É nesses versos se derrama
E geme, e chama
A cada letra se arrepia
E o sexo inflama.
É nessa noite acorda a lua
Veste seu corpo a prata nua.
Nas mãos que buscam gozo,
ordinárias,
Crescem sussurros,
brotam ais imaginários
Calam vazios
Nasce o urro solitário.
Recolhe as garras
Amansa os dentes
Acende as luzes,
olha no espelho:
A sua amante
batom desfeito,
dor publicada,
borrão vermelho.

4 comentários:

Lubi disse...

Estive no Museu da Língua nesse final de semana, lembrei de você.

Um beijo, meu amor.

Múcio L Góes disse...

belo jogo de cores e cenas... assim, como certas coisas em cena são.

:*

Phillipe Lima disse...

Tais quebrando tudo com esses poemas!



Se eu não suturar meus pensamentos, não serão um fio de sangue colorindo o dia,
Serão inundação!
Hemorragia.
Auto-destruição.

rio daqui disse...

Tingir a boca de poema é mesmo deixar rastro de borrão vermelho. Beijo aí. Paulo Viggu