quarta-feira, agosto 13, 2008

Das distâncias.

E nessa falta de ar
O som abafado dos delírios
Correndo aflitos pelas janelas
Rebrilhando futuro distante
Buscando exílio desse verbo amar.

O brilho da tua lágrima
viaja anos-luz,
margeando os silêncios,
buracos-negros de inquietação par
Para rasgar meu universo ao meio,
Para tirar os versos do lugar.

E ainda que te busque
as digitais da ausência insistem
em tocar, lascivas, toda ardência.
O tempo murmura preces e promessas,
sorrateiro e esquivo em cada frase
que eu dito ao vento.

Tomo as mãos da noite,
Para riscar no avesso da história
Finais felizes que decorei
Enquanto lia os arrepios
E os sorrisos pregados na memória.

Ainda é cedo, meu amor.
Tantas pegadas
ainda nem se descolaram dos passos,
E primaveras ainda nos farão flores
para morar entre as nossas páginas.

8 comentários:

Nirton Venancio disse...

mais do que um minuto, tenho uma eternidade de carinho para o seu poema, "sorrateiro e esquivo em cada frase", ou melhor, em cada verso.
Mais do que estrelas, constelações pra você.

diovvani mendonça disse...

Ô menina... Há quanto tempo, né?

Que suas frases poéticas ditas ao vento, sejam ouvidas pelo tempo e que ele não se esquive e transforme as preces e promessas em primaveras floridas e que elas habitem as páginas de sua realidade. Você merece tudo, que de melhor houver nesta vida.

~^ Abraço ~^ ~

Ella... disse...

Por coisas assim que me tornei leitora assídua. Sublime.

meu paredro disse...

Especialmente bonito, esse :)

Múcio L Góes disse...

qd vc nao está,
tudo me falta,
nessa falta de mar.

lindo, linda!

(L)

:*

moacircaetano disse...

Me deixa sem fôlego...

Phillipe Lima disse...

Eita!

=O (Boquiaberto!)

Alexandre Beanes disse...

tanta saudade que dói como só a saudade pode doer.

beijos