quinta-feira, outubro 30, 2008

I can fly.

De alinhar avessos,
Até arder reticências.
De desalinhar versos,
Até desabotoar as frases.
De alimentar metáforas
Até engolir unânimes juízos.

Até abrir as asas contra a luminária estupefacta
E alçar céus de violetas lentas,
violados centros sentidos,
violentos sempre sofridos.
Violáceos certos gemidos.

E guardar as asas delicadas sob a inquietude do vôo
extenuar-me sol, mente comungando hipótese,
exasperar-me sal, de ar, dentes cravejando distâncias
extinguir-me se, mente planejando prima ver em cores.

E quando a dor, mexer os nãos suavemente,
Para o redemoinho de encontro - ar,
Derreter parcelas afastadas
Permitir às penas
Acreditar

Fecho as incapacidades
Estendo as mãos sobre o tempo
e e percebo que posso voar.

sexta-feira, outubro 24, 2008

O preço da liberdade.

E liberdade de quê?
Liberdade do amor?
Ou de amar?
Vale a pena ser livre,
Ou, amando, voar?

segunda-feira, outubro 20, 2008

Abraçando, ainda.

Poesia pode ser uma tentativa de abraçar o mundo com palavras.

terça-feira, outubro 14, 2008

Ternuras.

É terno
Ter na mente
Eterna idade
Amor crescente.

sexta-feira, outubro 10, 2008

De abraçar.

...um abraço guarda um tudo,
um abraço é derrubar um muro,
abrir os portões da alma,
despir-se de mundo.
Um abraço é baixar a guarda,
permitir que dois corações unam ritmos,
que as intimidades se reconheçam,
que as digitais do corpo imprimam
marcas noutro corpo.
Abraçar é amor, é amar.
É abrir, revelar.
Abraçar é a nossa tentativa mais próxima
De um ser só, de união.

(e de tentar - como disse minha querida Czarina)

segunda-feira, outubro 06, 2008

Apenas sei

que esse amor,
meu doce,

É terno.