quinta-feira, outubro 30, 2008

I can fly.

De alinhar avessos,
Até arder reticências.
De desalinhar versos,
Até desabotoar as frases.
De alimentar metáforas
Até engolir unânimes juízos.

Até abrir as asas contra a luminária estupefacta
E alçar céus de violetas lentas,
violados centros sentidos,
violentos sempre sofridos.
Violáceos certos gemidos.

E guardar as asas delicadas sob a inquietude do vôo
extenuar-me sol, mente comungando hipótese,
exasperar-me sal, de ar, dentes cravejando distâncias
extinguir-me se, mente planejando prima ver em cores.

E quando a dor, mexer os nãos suavemente,
Para o redemoinho de encontro - ar,
Derreter parcelas afastadas
Permitir às penas
Acreditar

Fecho as incapacidades
Estendo as mãos sobre o tempo
e e percebo que posso voar.

3 comentários:

Paco disse...

Violetas Violentas!

Voe sobre elas, e cuidado com seus calcanhares, porque às vezes elas dão pulinhos e alcançam!

Belo texto!

J.F. de Souza disse...

Indescritível o que sinto ao ler este... =)



Saudades muitas!

=*


***Estrelas de alta magnitude***

Sandra Regina de Souza disse...

simplesmente maravilhoso!!!!!!!!!!!!!
Que delicadeza nas imagens!! que sensações!! Perfeitamente emocionante! Lindo.