quinta-feira, novembro 20, 2008

Amor em papel e caneta.

E dentro do papel a velha espera,
Um emaranhado de fibras vorazes pede tinta.

A caneta inocente entrega-se ao beijo, morte lenta,
à brancura angelical e às linhas frescas.

O papel, de diabólicas imagens suga-lhe a seiva,

Bebe o céu contido nesses beijos,
Se declara e oferece o peito aberto.


Envolvida e misturada ao seu anseio,

Beija e se declara, comovida

Mil versos de paixão mal resolvida,

Para entregar, num suspiro derradeiro,

Todo seu mel ao papel tão traiçoeiro,
Que lhe arrebata, enfim, o azul inteiro.

4 comentários:

Beta Profice disse...

Quisera eu que minha caneta falhasse quando precisasse escrever meus "mil versos de paixão mal resolvida"...
Voltarei aqui!!!
=)
Beijos

Phillipe Lima disse...

Êxtase. Certeza. Plenitude. Fusão. Domínio. Entrega. Força.

J.F. de Souza disse...

C***LEO!!!


RAYANNE!!! MINHA QRIDA!!! MUIÉ!!! ESSE ESCRITO É SIMPLESMENTE PERFEITO!!!


C***LEO...

Paco disse...

Ju, nesse vc se superou!

Superbe!