segunda-feira, dezembro 28, 2009

Há nestesia.

Se sol lhe dão
Guarda na algibeira do abraço.
Ele que estampa
no verso, o sorriso.
Palhaço.
Bordado entre as cismas do siso
Anda calado
Quem era preciso.

Não quero esses versos
prato fundo da maioria
Eu quero apenas
que o verbo diga
tudo o que seria
Não fosse o crivo
da discriminação
A atitude fria.

Palhaço, a máscara
condição e condução
Da crítica poesia
No manifesto
da emoção.

Anestesia
Não cala meu medo
A minha intenção
Anestesia
que cala o palhaço
recolhe o espaço
em cada um de nós.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Das estações.

Inverto o verso
E interno o vento:
É inverno,
dentro.

terça-feira, dezembro 08, 2009

Para Fernando Anitelli.

Eu sei que essa palavra
É só mais uma
Dessas tantas
vezes tontas
vozes prontas.
É tão difícil chegar aí
E te dizer, guri!
Agora entendo
O que desponta
Debaixo dessa rede.
Nossa sede,
De contar vezes sem conta
Sem começo e nem refrão
O que confronta
Em nossas línguas
Sangra na conta
Dos nossos contos
E une a verdade
Dos vários pontos.
Eu sei que essa palavra
É só mais uma
Dessas tantas
Vezes tontas
Vozes prontas.
Mesmo assim
Eu te pergunto
Assim me lanço
Ao verso ou vício
Ver se alcanço
Ou precipício
Tanta palavra
Que intenta ação.
Dessa pronta
Vozes tantas
Tontas vezes...

quarta-feira, dezembro 02, 2009

ENFIM.

E agora
o sorriso largo
abriga todo o cansaço
na repetição da espera.

Agora
Os poros se lambem,
As mãos não cansam
na conjunção das sensações.
As línguas
repetem caminhos
os pêlos, desalinhos
preenchem de carinhos
As pausas
As vírgulas
E as casas.

Agora
O sal cristaliza essências
bordando esse perfume
Ardido de exigências,
E sílabas cortadas
e coladas
Publicam, já coradas,
Essa nossa urgência
que se chama amor.

segunda-feira, novembro 23, 2009

Quase o fim.

É quase o fim, amor.
O fim das distâncias
De pegadas ímpares
Das dissonâncias
.
O fim
Das angústias

De pernas solteiras

Em tremores ligeiros.
Dos planos
De atentados aos mapas.

É quase o fim, amor.

Disso tudo
, disso(n)ante(s)
Que era sonho

Em nós
,
Emaranhado

De pérfidas lonjuras,

Que agora enfim,
É amor.

quinta-feira, novembro 19, 2009

Quase lá.

Tique-taque
Tique-taque
Antipático
Tempo apático
(mal sabe o relógio)
Agora a tática
Desmetrificando a lógica
E o tique-taque
Vai aproximar o mapa.

quarta-feira, novembro 11, 2009

Peso.

Um cansAÇO assim,
Aço.

terça-feira, novembro 03, 2009

Se há males que vem prá bem...

Há também mares

Que vão além!

terça-feira, outubro 27, 2009

E ponto.

Amor soberano:

Sobre os anos,

Sobramos nós.

quarta-feira, outubro 21, 2009

QUEM DIZ

Há-mar
É (só) Dor,
Mente.

sexta-feira, outubro 09, 2009

Tinto.

Sem pressa,
Sinto.
Escrever é um verbo
Tinto.

sexta-feira, outubro 02, 2009

ONTEM ERA TANTO...

Ficou adormecido no abraço
Teu perfume
Rodopiando os poros,
No balé sedutor do desejo.
Teu abraço-navio
Ancorado no cais da saudade,
casco banhado
de ondas mansas mareando os olhos.
A impressão salgada das distâncias...

Ontem já era tanto
Mas o hoje
Vem repleto de ti,
Pescaria farta
Das lembranças.

Sau dade, ardendo as fendas
Abertas entre os dedos
Quando descoladas as tuas digitais.
A boca, sede da tua boca
Na morada dos teus segredos.

Meu amor nú vem
Aninhar feito vento
Tuas velas
No convés das ausências.

Sopra feroz
Teu nome,
Uivando sól idas
semanas entre
Nossas urgências.

Ontem eram tanto
Quanto hoje,
em ti,
Encanto.

segunda-feira, setembro 28, 2009

CONTINUIDADES.

Em alguns momentos
De silêncios represados pelo instante
Reconheço meu pai
Nos gestos das minhas mãos
E reconheço minha mãe
Na cor apaixonada das minhas letras.
Respiro fundo,
Ser humano feito de retalhos.
Da persistência nas passadas
da minha avó
Na intensidade de amar
Do avô que eu não conheci.
Eu.
Fragmento de fragmentos
Carrego no ventre a inquietude
Das sementes que um dia
férteis de futuro,
Poderão unir versos e
horA(s)ÇÕES.....

domingo, setembro 20, 2009

540Km.

Quando apago a luz,
o silêncio responde.

E quando afago a saudade,
teu nome se esconde.

Faço em mil pedacinhos
os 540Km do mapa
Mas, com tantos pedacinhos
prá chegar,
Nem sei por onde...

quarta-feira, setembro 09, 2009

Crise dos 30.

Na crise dos 30
Descobriu que prá esperar
Se senta.

quarta-feira, setembro 02, 2009

AFTER ALL.

E muito além do silêncio,
desde a cadência repetida das horas
Muito além da esfumada tristeza,
Enfeitando a meia-lua do sorriso
Teu nome.

Muito além da distância,
Que pontua com insistência nosso encontro
Muito depois das esperas ou dos gritos,
Contornando as esferas das possibilidades
Teu abraço.

E depois, muito depois,
Quando eu não souber mais nada
O caminho será apenas o amanhã,
Gestando tessitura e acontecimentos
Com a feição grave e doce das maternidades.

Esse amor,
Farol me guia as intensidades
Através, com passos seguros
E ao abrigo das dificuldades.

segunda-feira, agosto 24, 2009

Das traições.

É intimamente
que intima
e mente
o traidor.

segunda-feira, agosto 17, 2009

Das caçadas.

Em silêncio,
caça.
A fala,
faca.
Entredentes:

Faça.
Caça dor,
Mata.

quinta-feira, agosto 13, 2009

IMPORTANTE!!!

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Carta Aberta aos Artistas Profissionais

E Cidadãos Curitibanos

Há algumas décadas que a maioria dos profissionais de Arte, incluindo produtores culturais, não tem acesso democrático à agenda, aos projetos, e às verbas destinadas para a promoção da cultura, da arte e, sobretudo da música popular em nossa capital.

Após a criação do ICAC – Instituto de Cultura e Arte de Curitiba – na gestão do prefeito Cássio Taniguchi, aí é que “o bicho pegou de vez” para usar um dito bem popular, Tal Instituto é encarregado de gerir as verbas públicas repassadas pela Fundação Cultural de Curitiba – orçamentos, fundos de cultura, etc.- e também é responsável pela programação das unidades – teatros, auditórios, salas de concerto, Conservatório de MPB – e dos logradouros públicos: parques, ruas da cidadania, etc.

Em outras palavras trata-se de uma privatização “legalizada” da Cultura em nossa cidade.

Se jamais tivemos uma política cultural democrática, agora temos um corporativismo descaradamente instalado; pois grupos e pessoas são favorecidos “institucionalmente”, obstando a participação da maioria de artistas/cidadãos que pagam impostos, produzem e contribuem para a afirmação das nossas potencialidades artísticas, notadamente a Música.

Falo “de cadeira”: há pouco tempo fui barrado – juntamente com outros profissionais – no edital “Música nos Parques”, cujo trio de “jurados” adotou a seguinte estratégia: exemplo; dar mínimas notas em itens como ‘currículos dos envolvidos’. Pois é, no meu grupo - além da minha ‘bagagem’ de 33 anos de carreira profissional, havia a participação do baterista Negretti – por volta de 40 anos de profissionalismo – e o Joãozinho do Pandeiro: em torno de 30 anos. Nos outros itens o absurdo do “julgamento” ou “avaliação” se repetiu. Logicamente favorecendo concorrentes que se alinham por interesse direto ou indireto às ‘benesses’ da “classe” e do poder constituído. Observo aqui que tenho prova (cópia assinada) do citado procedimento.

Então, acontece que, na sequência dos fatos, envolvidos nestes editais como “jurados’ ou não, “artistas” ou não, participam de vários projetos selecionados em vários editais diferentes, quando não têm projetos próprios aprovados ano a ano.

Este é somente um exemplo do que ocorre nos bastidores. A cena está aberta: é só constatar quais os cidadãos que estão aí sempre “aprovados”, sempre “produzindo”, sempre “coordenando” ou “dirigindo” algum projeto.

Também se pode constatar que alguns teatros estão praticamente ‘arrendados’;


Precisamos informar, divulgar e discutir sobre essa realidade; precisamos agir. Não é a chamada “autofagia” curitibana ou paranaense o cerne das nossas questões, mas a consciência política sobre o nosso papel enquanto artistas e cidadãos; sobre a realidade que nos cerca; e sobre a função transformadora da arte.

Àqueles que comodamente diriam: “ por que esse cara (ou esses caras) não disse (disseram) ou propôs (propuseram) isso antes?” – vai um recado: há quase 30 anos isso foi dito e proposto e denunciado; e mais algumas indagações: e vocês, por que jamais desviam o olhar do próprio umbigo, ou preferem o discurso dos “sabonetes”, ou, enfim, jamais sequer tocam no assunto? Pois é, sirva a carapuça a quem servir; o importante é que o coro dos descontentes aumente, e ele está aumentando dia a dia.

Não proponho nenhum movimento ou coisa que o valha; mas se tivermos mais contato e discutirmos tudo isso já haverá um significativo avanço para atitudes e ações de urgência.

Finalmente, observo que encaminharei esta carta para autoridades, políticos e demais cidadãos interessados.

Se lhe interessa mudanças para o benefício da Arte e da Cultura em nossa cidade, adicione seu nome, profissão, identidade e contato a esta mensagem e repasse-a. Estaremos à disposição também nos fones: (41) 33193252 – 9133.3252;


Ronald José Magalhães

- Músico, arranjador e produtor cultural -

Id: 679.445-9 –SSP-PR

sexta-feira, agosto 07, 2009

Go Star.

Ficam nisso de go star!
E eu aqui sem pressa,
Penso apenas em star...


**ahahaha...não resisti...



quarta-feira, agosto 05, 2009

Picante.

Dar voz à chama

Que me chama no ouvido

Inflamar a cama.

terça-feira, julho 28, 2009

BLUE.

Simples.
Um sinal
Em silêncio
Assim, ciano:
cadente
em blues.

segunda-feira, julho 20, 2009

Do voo ao solo, insone ou Voo solo.

Meu, te doo
Todo o medo
Deste voo.
Seu, perdoo
Todo o monólogo
Que agora
Soo.

sexta-feira, julho 10, 2009

Do amor e da guerra.

No amor e na guerra
Vale esta sorte
Ai de quem erra
Quem espera, é a morte.

segunda-feira, julho 06, 2009

Profissão: poeta.

Mirar o sol
Até ficar cego

E a escuridão,

Até ficar morno.
Depois
tornar ao início
E tentar tudo de novo.

segunda-feira, junho 29, 2009

Dos desejos.

Ser mais aguda
Que os picos da palavras

Mais cortante
Que a lâmina das dúvidas,

Mais incandescente
Que o gozo das caladas;

Eu quero

Essa força avassaladora
dos silêncios
Quando escalo por entre as letras
A alma nua.
Escorrego entre os dentes
E em sibilos acaricio a lingua tua
Se me pronuncias
No desalinho destes versos.

E no aconchego
ao frio dos estômagos vários
me tomo de paixão e denuncio
Antes do ponto, arrepio e precipito
Pontuando lágrima
Enternecida deste grito.

quarta-feira, junho 24, 2009

Das incertezas mudas.

Trago nuvens no estômago
e presságios bolinando as veias.

O coração esmurra o peito
querendo fugir à prisão das horas;

Tudo é nada, é silêncio.
Esse algo dando voltas
Sobre as margens conhecidas.

Tento entender porque você não ouviu
as reticências estridentes no meu olhar.
Tento descobrir se você não sentiu
que era preciso tão mais
que sonhar.

Volto ao círculo de impaciências
Que envolve o meu cansaço
E ata a minha urgência.

Sigo estes movimentos desordenados
e os silêncios agudos me perfuram,
Sem me responder nada.

quarta-feira, junho 17, 2009

Destes silêncios.

O tempo
Estalando seus braços de metal
Envolvendo ritmos e esperas.
As possibilidades
Armando botes,
Afiando as unhas
Na pele machucada
Das intensidades.

segunda-feira, junho 08, 2009

Dos escuros.

Ou vir
da escuridão
nódoas de sereno

Adentrar o escuro,
Vir ou
Veneno.

quarta-feira, maio 27, 2009

Das batalhas.

Afundei os dedos no corte
Enquanto as cores da morte
Drenavam todos os ais...

segunda-feira, maio 18, 2009

Estréia.

Saquei da minha pena e...
TREMA!

EloqÜente,

Entrei em cena.


**(eu me recuso a abandoná-las!)

segunda-feira, maio 11, 2009

De rotas.

Buscar novo rumo
Voltar ao prumo.

Buscar outras rimas,
usar outros remos

Traçar novas rotas
Mudar o resumo.

terça-feira, maio 05, 2009

CARTA ABERTA.

"Carta aberta aos poetas
e aos poemas conjugados"

Tudo começou com algumas letras. Alguns sentimentos rasgando papel e tela,
ganhando formas, abrindo as asas na forma de versos. As teias vivas se
cruzaram e ganharam essa forma de rede que guarda hoje os nossos corações.
Fomos prosa e poesia, verso e trova. Fomos riso e lágrimas, fomos a urgência
das fomes, a comunhão dos avessos.
Nós, que todos já fomos os estranhos do ninho. Agora somos caminho.
Caminho para as incorporações da poesia nessa forma viva que nos habita.
E nesse 1° e 2° dias do mês de Maio do ano de dois mil e nove, grafado
com força inimaginável, o encontro. A comunhão de todas as saudades e alegrias.
Emocionados? É pouca, a palavra. Ficamos no avesso dos versos, florindo as peles.
Múcio, montanha que nos veio, facho de luz: obrigada. Você simplifica a vida.
Você versa a vida. Se permite e nos permitiu também. A doçura é tua.
Luciano? Todos nós somos gratos pela tua lealdade, tua dedicação, tua sensibilidade.
Sandra, nossa anfitriã mais que perfeita do dia 1°: Obrigada! Tua entrega à poesia se traduz nos gestos e no carinho que dedica à cada um de nós. Flor revelada.
Octávio, o que eu vou falar de você, menino, grande homem? A generosidade cora frente ao teu desvêlo. Doce e preciso, a grandeza do que é vem estampada na face. Obrigada. E obrigada Débora, tua companheira mais-que-perfeita, suave e forte na medida.
Czarina? Obrigada pela tua alegria. Pelos teus comentários de hora exata, pelo espanto que causa tão imenso conteúdo em tão singela doçúra. (sou fã).
Mirela, obrigada pelas tuas cores! Eu que andava tão embotada de saudades.
Fejones, menino. Você não imagina com que alegria que me espanto contigo. Com a "amadurescência" e alegria estampada na tua figura. Obrigada.
Keila...conversamos pouco, mas eu gosto tanto! A doçura quase disfarça a força.
Jardim, obrigada pela presença, pelas palavras e pelas flores que nos planta. E obrigada à Lysia, tua companheira linda e queridíssima.
Elaine, bonita! Obrigada. Foi bom poder compartilhar um pouco mais de ti. De fragilidade aparente e uma imensa força que nos faz acreditar na possibilidades.
Lubi, minha flor. A segurança vem crescendo nos teu olhos, a vida bordando um lindo caminho nas tuas letras. Obrigada.
Thiago, Samanta, Cíntia e demais amigos do Múcio que eu não conhecia: Obrigado por nos brindarem com sua alegria!
Rodolfo e esposa, obrigada pelos sorrisos fartos, pela delicadeza das palavras e dos gestos!
Moacir, goiano mais que querido, coisa linda, Patrícia, linda, indiazinha dos negros cabelos: obrigada. Por virem, por serem,por estarem. Pela alegria que espalham onde passam.
Luzzsh, eu não podeira esquecer: obrigada. Pela sua encantadora e doce presença, e por nos presentear com a presença da sua mãe queridíssima!!!!

E, Octávio: agradeça pelo carinho e pelo abraço de mundo da sua mãe-baiana-porreta!(E ela me desculpe no lançamento, eu tava muito tonta de câmera-girl com 3 câmeras, acabei faltando com um abraço indispensável!!!!)
E obrigada ainda, Octávio, pelo presente-surpresa Paulo Bomfim, poeta do meu sempre.

À todos que eu não citei nominalmente, que a minha memória teima em me deixar: OBRIGADA!!!

Como eu já disse antes: OBRIGADA POR SEREM.

Por esse encontro tão especial de pessoas tão especiais.
AMo vocês. Por favor não se percam de nós.

***TODAS AS ESTRELAS FULGURANTES***

quarta-feira, abril 22, 2009

Deboche.

Quisera ter sorte no jogo...
Mas foi me azarar,
O amor!

quinta-feira, abril 16, 2009

De longe.

E que seja certo
Esse estar sempre
Esse querer incerto
Esse amor fluente
De querer-te bem
Sem saber-te perto.

segunda-feira, abril 06, 2009

Do amor à poesia.

Cravar os dentes bem no cerne das palavras
Saborear as palavras picantes cavalgando a língua
E lambuzar-se de doçuras.

Embriagar-se das mentiras mais sinceras,
Absorver-lhes o inebriante veneno.

Tomar da poesia em goles grandes e fartos,
deixá-la escorrer pela pele, cobrindo o colo,
a voz, a vez, o sexo.

Saciar papilas, reverberar cordas laríngeas,
Adensar a alma espremendo-a palavra adentro.

Palavras são fragmentos da alma encapsulados.
Quando poesia, dipostas em harmonia de versos.

terça-feira, março 31, 2009

O SEGREDO DO NEGÓCIO.

Ô nêgo...
É o cio
que me faz
Negar o ócio.

sábado, março 21, 2009

Você

Inspira
Ação.

quarta-feira, março 11, 2009

De tudo

E de tanto
transversa:

Canto, pois faz sol.
Quando chove, pranto.

segunda-feira, março 02, 2009

Espera lasciva.

E falando desse jeito velado,
que o corpo tem de gritar.

São bicos de seios crispados
E uns pêlos eriçados de revelar.

É a boca que se morde muda,
os lábios que umedecem
de fazer corar.

O brilho não se esconde no olho,
a ansiedade nos suspiros que encolho
Nessa espera do teu regressar.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Faces.

Sou.
Soul
.
Sul

ao

Sol.
Somos
sons:
Sonoros
"sim's"
e sinestésicos
"In"
sensos.



quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Tentativas.

Com verso
Com Tigo
Com Igo
Tentei o inverso,
e agora,
. com
Sigo.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Escarlate.


rodopiar um corpo louco
boca silenciosa

orquestra e completude

mãos que guiam

olhar ilude

sem saber, só querer tu dança

eu danço

giramundo, giramentes

giratudo

minha carne e a tua

falam esperanto

hay milonga de amor

hay encanto

hay tu cuerpo en mi mano

hay un tango.



**Ganhei de presente.
DELE, DOCCA DEVILKIN

Obrigada, poeta!!! Estrelas, estrelas!!!

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Das tramas.

Em silêncio observo
Teias que se tramam.
Em tristeza, me enervo:
Por que atacar os que amam?

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Dois incêndios.

Você, chama.
Eu, fogo.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Inverso

Tem isso de ser
exatamente assim:
isso de ser
o verso mais "in".

terça-feira, janeiro 13, 2009

Poema-grilado.

Todo poema é um grilo noturno
perfeito no contexto,
inquieto no conteúdo,
incômodo aos demais.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Coordenadas.

Querendo rimar quem sou
Perdi-me nos passos
E em destraços soo.

E por querer rumo sul
Abri o compasso
Buscando "I love you"

Agora desfaço
O cansaço e te doo
Minha rota azul
E meu plano de voo.

Ps:. Como eu sinto falta dos meus circunflexos e tremas!!!

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Calafrio.

Calei, frio,
todo o canto dos cristais
todos os sonhos imortais.

Calei, frio.
Pela espinha,
circulando a turbulência
dos pavores ancestrais.

Calei, frio.
Suando vertigens,
O temor mascarado
dos desiguais.