segunda-feira, junho 29, 2009

Dos desejos.

Ser mais aguda
Que os picos da palavras

Mais cortante
Que a lâmina das dúvidas,

Mais incandescente
Que o gozo das caladas;

Eu quero

Essa força avassaladora
dos silêncios
Quando escalo por entre as letras
A alma nua.
Escorrego entre os dentes
E em sibilos acaricio a lingua tua
Se me pronuncias
No desalinho destes versos.

E no aconchego
ao frio dos estômagos vários
me tomo de paixão e denuncio
Antes do ponto, arrepio e precipito
Pontuando lágrima
Enternecida deste grito.

6 comentários:

diovvani mendonça disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
diovvani mendonça disse...

Pois é; você sempre sensível e envolvida com a alma das palavras, dos versos e da poesia. Se me der licença, levarei alguns de seus escritos para fazer novos frutos-poemas para a nossa Árvore.

Abraço das montanhas,
Diovvani.

Quando puder, veja no meu blog o que uma danada duma sabiá aprontou lá em casa.

Eduardo Trindade disse...

Já disseram que o poema tem tantos espaços em branco é para o leitor ter tempo de pensar no que o autor quis dizer... É "essa força avassaladora / dos silêncios".
Pois eu adorei a força dos teus versos! Meus parabéns!
Abraço, Eduardo.

Elenita Rodrigues disse...

Caramba. A melhor poetisa da atualidade é você!

Sandra Regina de Souza disse...

Eloquente, profunda e doce... toca-me a alma... E saudades remexem. Faz-me falta! bj

Phillipe Lima disse...

Recortando cirurgicamente certos sentimentos.