sexta-feira, outubro 02, 2009

ONTEM ERA TANTO...

Ficou adormecido no abraço
Teu perfume
Rodopiando os poros,
No balé sedutor do desejo.
Teu abraço-navio
Ancorado no cais da saudade,
casco banhado
de ondas mansas mareando os olhos.
A impressão salgada das distâncias...

Ontem já era tanto
Mas o hoje
Vem repleto de ti,
Pescaria farta
Das lembranças.

Sau dade, ardendo as fendas
Abertas entre os dedos
Quando descoladas as tuas digitais.
A boca, sede da tua boca
Na morada dos teus segredos.

Meu amor nú vem
Aninhar feito vento
Tuas velas
No convés das ausências.

Sopra feroz
Teu nome,
Uivando sól idas
semanas entre
Nossas urgências.

Ontem eram tanto
Quanto hoje,
em ti,
Encanto.

9 comentários:

Marcelo Mayer disse...

que gostoso ler isso. musicalmente encantador. e que não traz tempestades

Leandro Jardim disse...

Ah, e ao amor existir em poemas! Beijos, belezura

do Jardan

=]

Katrina disse...

Fecho os olhos.
E vi tudo isso

Anônimo disse...

Lindo, delicado, doce....
Cadenciado como as ondas da maré, maravilhoso

Thales Capitani disse...

Apainonadamente inspirador!

camila disse...

este poema parece vir num vidrinho pequeno: é a essência, a mais pura, do amor. beijos muitos para a minha estrela.

meu paredro disse...

Uma sensação de antologia clássica, eu gostei !

Beijo =)

segredosefabulas disse...

impressionante que a saudade não apenas dói, ela mata... destrói, acaba. estilhaça. o coração que continua ali, em pé, esperando uma volta, um olhar, um cheiro, um aconchego...
ah o amor,
sempre masoquista.

Lubi disse...

perfeito.
e ainda é palavra tão pouca.