quarta-feira, março 24, 2010

Do relógio.

O ponteiro, de lança em riste
Caminha sem freio:
Nem percebe que é triste!

sábado, março 20, 2010

Carta.

Você ficou desbotado
perdido no meio de alguns papéis
algumas contas vencidas,
Uma carta com marcas d'água.

Acho que te amei.
Mas o tempo amareleceu as memórias,
embotou os sentidos.

Mas a carta denuncia a paixão
urgente e sôfrega,
a inocência escarlate da entrega.

Uma pena a lembrança da paixão
Ser volátil como as declarações
que fiz, ser tênue como a chama
que aos meus olhos ardeu.

Mas a carta não teu seu nome
amado anônimo,
sem cicatriz.
Amei, talvez.
Fui quem quis.

quarta-feira, março 10, 2010

Da vida.

A condição absurda crepitando as veias.
O irreal pulsando o peito, incólume.
A química fantástica tramando suas teias.