quarta-feira, abril 07, 2010

COM CIÊNCIA.

Compre
Compre
Compre
Consuma, é a ordem
Maioria geral.
Come, nem sente, consente
Inconsciente.

O lixo se acumula pelos cantos
O luxo sobe escadas e entretantos
O relaxo nos empurra aos solavancos.

E em algum lugar do planeta
Alguém rasura, censura a letra
Forja os grilhões da farsa
Para que gentilmente submeta
A alma e as cores, gerações.

Em coma, ainda ciente
Não consente e esperneia o coração
Busca outras vozes que entoem oração
A bandeira já sem graça da esperança
Erga o peito e desafie o ser igual.

Seja o vento que tosse, insistente
Essa fumaça que se forma à nossa frente
Não desbote a contradança do ideal.

É o lixo, o luxo, o relaxo:
Obras postas no horizonte em que me acho
Que não desçam as cortinas do final.


6 comentários:

Marcelo Mayer disse...

e tudo termina em morte

J.F. de Souza disse...

mais que [cons]ciência... falta também atitude.

J.F. de Souza disse...

já tava com saudade de escrito teu. ;)

TERRAS DE NENHÚ disse...

ADOREI!

Múcio L Góes disse...

poemashow como há muito nao assistia.

lindo, amor!

=*

Thales Capitani disse...

.

Ainda espero o dia em que eu seja menos egocencentrico e consiga colocar minha militância, minhas convicções em palavras como você.