segunda-feira, abril 26, 2010

Concha.

Acredito,
não sou das pessoas piores
provavelmente nem melhores
ainda assim,
acredito, eu tento
sinto, não invento
e mágoa é dor fina
espeta a gente por dentro.

Acredito
na flor das esperas
tentativas deveras
nesse mundo de feras.
Egoísta não sou...
(acredito)
(tento)
Mas nas palavras
lanças
atravessando
as crenças.

Nunca pretendi sê-lo.

Apenas tenho dores
às vezes quero ser pequena
ajeitar-me num colo
que no meu não me caibo.

A imagem que eu bordei na porta
Forte o suficiente
Para sustentar o sorriso,
Abriga tantos abraços e carinhos
Quanto comporta meu abrigo:
Só não comporta
Meus próprios passos.
e eu também preciso,
embora quase sempre eu cale...

6 comentários:

Joana Masen disse...

"... ajeitar-me num colo que no meu não me caibo."
Esta frase parece ter sido escrita para mim... lindo poema!
Bjos!

J.F. de Souza disse...

quero a pérola.

Simone Gois :) CotidiAmo disse...

Bela forma de traduzir estes momentos difíceis.
abraço,
simone

estou te linkando no meu blog

Reinaldo Werner Filho disse...

paraben massa vou te seguir..
entra aee issoehodemenos.blogspot.com

Marina.girassol disse...

Nossa... adorei sua forma de escrever. Me lembra um pouco a mim mesma. Às vezes acho que eu me perco no meio dos meus textos.. mas vejo agora que o quanto mais abstrato for, melhores e mais variadas interpretações extremamente pessoais podemos fazer. Adorei! Parabéns!!

Cacau disse...

Oi Boa Noite!
Como vai? Espero que muito bem!
Conheci seu blog a pouquíssimo tempo e já a sigo... parabéns pelo texto... ele é forte e intenso mas permeado por um dulçor que sacia sem enjoar...
Mais uma vez, Parabéns!
Beijos,
Cacau.