quinta-feira, julho 15, 2010

CONTRA O TEMPO

Sopro de concentrações,
Forca dos minutos que me excedem
Que escorrem tênues e gastos,
Pela borda afiada dos meus dentes.
Pela borda sempre
Em que desgasto a suculenta impaciência
nesse abismo de estrelas tantas.

Abro a porta do peito pro temporal
Tentanto engolir o vento e tornar

A temporal.

sexta-feira, julho 02, 2010

Dores, poemas.

Poeta finge dor?
Ou é o poema,
Esse alfinete de estrelas
Se enterrando fundo
No centro da palavra vazia
Até sangrar seu lugar?

Poeta fingidor...
Talvez seja o poeta
Esse ator do sentir
Vestindo as paisagens alheias
Para o sentir fotografar.

A dor vai de mãos com poeta,
E não me entenda mal,
Nem toda dor é feia,
Tem dor que dói de tanto brilhar.
Tem dor feita assim pro poema
Poder, findo, desabrochar.