sexta-feira, julho 02, 2010

Dores, poemas.

Poeta finge dor?
Ou é o poema,
Esse alfinete de estrelas
Se enterrando fundo
No centro da palavra vazia
Até sangrar seu lugar?

Poeta fingidor...
Talvez seja o poeta
Esse ator do sentir
Vestindo as paisagens alheias
Para o sentir fotografar.

A dor vai de mãos com poeta,
E não me entenda mal,
Nem toda dor é feia,
Tem dor que dói de tanto brilhar.
Tem dor feita assim pro poema
Poder, findo, desabrochar.

4 comentários:

Joana Masen disse...

Coincidência ou não, estive me perguntando esses dias se a poesia só pode nascer da dor... acabei concluindo que não é apenas da dor que nascem os poemas, mas que ela é a sua maior inspiração, disso tenho certeza.
Parabéns Rayanne, lindo, como sempre.
Bjos!

Ramon Alcântara disse...

Olá Rayanne, fingi-dor e ama-dor.

add!
abz!

Scarllet disse...

gostaria de escrever coisas profundas assim. real.

J.F. de Souza disse...

poemas que nascem
da dor
que tudo pode causar