quinta-feira, agosto 12, 2010

Vírus.

Relógio-precipício.
Um tique-taque azedo
Arranhando a garganta.

Cada ponteiro
Sugando afiado
A vida das minhas veias.

O peito respira fraco, sem vontade.
Algumas palavras, depois que entram nos ouvidos,
Se assemelham a vírus, infectando as células.
Uma à uma.

Parasita do que queria ser felicidade...

O tempo vai passando,
o vírus se espalhando
e eu não encontro antídoto.
Vacina.
Remédio que controle a dor.

Algumas palavras
Deviam
Ser erradicadas.

Um comentário:

J.F. de Souza disse...

...bem como alguns atos.