quinta-feira, setembro 30, 2010

Das metades.

Isso de querer rasgar o coração na metade
E viver duas metades num mesmo tempo.
Isso de ser duas e não ser nenhuma,
De querer bem e fazer mal,
Isso de não saber comum,
Isso que não é normal.

Isso de alinhavar o destino com linhas de esperança,
Esperança de reencontrar o caminho fundo
Que as raízes que eu tenho buscam dentro.
Isso de precisar voltar sem ainda ter ido,
Isso de sentir que meu sentir é partido,
E que não encontra lugar.

Isso de querer ser inteira e uma contigo
E sentir que pulsam quentes 
as veias ramificadas
que comigo divido.

Isso dói.

terça-feira, setembro 28, 2010

IMPORTANTE!!!

Gente,

Votem no Múcio Góes. Não só porque ele é um solzinho.
Mas também porque é um dos melhores poetas que conheço.


CONCURSO FLIPORTO DIGITAL

ESTRELAS prá vocês!

quarta-feira, setembro 22, 2010

Pausa de cortantes brancos...

O silêncio senta dentro dos olhos
E com mãos azuladas traça arcos de fúria.
Fúria, sim. Rubra e turva de inquietudes.
Parte no ar suas espirais e deixa tingir
o colo, do escarlate agonizar das horas.
O silêncio de mãos longas e azuis
Redesenha os contornos frágeis das lágrimas
Que ameaçam partir-se à melodia dos prantos.

O silêncio de mãos tão azuis
Dentro da minha pausa entre cortantes brancos.
Eu ainda posso ouví-lo partindo espirais
Mas já não posso respirar
Sufocada pela ressonância que arrebenta as margens.

quarta-feira, setembro 15, 2010

EM TEMPO.

Unir versos e mãos
Na pausa momentânea do tempo:
Nossos minutos de ponteiros colados

Calados, encontram tempo.