quarta-feira, setembro 22, 2010

Pausa de cortantes brancos...

O silêncio senta dentro dos olhos
E com mãos azuladas traça arcos de fúria.
Fúria, sim. Rubra e turva de inquietudes.
Parte no ar suas espirais e deixa tingir
o colo, do escarlate agonizar das horas.
O silêncio de mãos longas e azuis
Redesenha os contornos frágeis das lágrimas
Que ameaçam partir-se à melodia dos prantos.

O silêncio de mãos tão azuis
Dentro da minha pausa entre cortantes brancos.
Eu ainda posso ouví-lo partindo espirais
Mas já não posso respirar
Sufocada pela ressonância que arrebenta as margens.

2 comentários:

Anônimo disse...

AI !!

Lubi disse...

esse silêncio para o poeta.
dolorido, mas extremamente necessário.
depois, achar palavras novas. tão bom.

um beijo, minha querida.