sexta-feira, dezembro 30, 2011

Feliz ano novo.

Quero desejar a todos um ano novo de luz, abençoado, de muitas realizações.

Que nos traga desafios suficientes para nos estimular, mas sem nos tirar a vontade;
Que nos traga alegria na mesma proporção em que levarmos sorrisos aos outros;
Um ano que nos acolha nda mesma forma que acolhemos a vida em nossos corações.

Que a gente saiba perdoar e saiba ser perdoado;
Saiba que as tempestades caem, sim. E depois delas o céu volta a ser azul.
E que a vida é cheia de ciclos,
Que essa Terra é só uma passagem, uma oportunidade para sermos bons e felizes.
Porque uma coisa leva a outra.
Que a gente possa enxergar
Que o bem que fazemos a outro fazemos em dobro a nós mesmos.

Que a gente saiba o valor do amor, próximo ou distante,
Porque amor, eu bem sei, não respeita os mapas. Nem os muros.
O amor constrói pontes.

Esse é para desejar-lhes um bom ano-novo.

Dizer que as saudades são enormes.

E o amor, também!

sábado, dezembro 17, 2011

Interno Revolto.

O universo
Arremessado em looping
Vertical sob a pele...

E eu aqui
Sentido falta nem sei
Mas tempo.

Há tempo desaprendi.
O sorriso nunca me foi
Dessas pinturas fáceis.

O poema sim.
Nasce colado, correndo,
Pulsando líquido e tenso:

O poema bebe de mim
E eu esvazio no instante
O escarlate dos versos...

Quando volto à mim:
A porta da frente
E esse coração pulsando aberto.

A natureza segue
em pronúncia íntima:
Chove na alma,
De ver de arrepio
Ver melho queima
O sol meu sozinho
Há mar e elos
Trincam meus pulsos

Adormeço os escuros
Tremendo meu frio.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Quem não me abandona.

Até a raíz dos meus gestos,
Até o silêncio mais profundo,
até esse cotidiano ardente,
colado à sombra dos olhos.

Todos os caminhos
Chamam-se poesia.

Essa que ferve na boca,
Cola as pontas dos dedos,
Derrete vermelhos no horizonte
E o Carmim do canto dos sorrisos....

Essa que não cede aos passos
nem aos rumos ou às rimas.

Poesia que alinhava, escarlate,
O tom picante na lâmina dos versos
E apunhala exclamações 
Na chave de estribilhos.

Poesia que não me deixa sombra
Que me arranca à Pá
Em lavras de sol
E adormece só,
Balbuciando-me indecências ao ouvido.

domingo, dezembro 04, 2011

Sem fé.

E se foi mais um ano.
Que até seria melhor,
Não fosse
Ser humano.

sexta-feira, novembro 18, 2011

Desfocada.

Vou ser
Voou
Será quando,
Você?

domingo, setembro 11, 2011

Eu te desafio
Com o fio dos meus versos
O traço afiado da letra,
A estocada pontual dos gestos.

Eu te desafio
À singularidade no tom dos protestos,
À retidão afiada
Abrigada no ângulo agudo em que eu testo
Os passos, e palavras, confesso,
No som ondulado
Desse minifesto.

Eu te desafio,
E toda eu,
Resto.

segunda-feira, agosto 29, 2011

Crônicas da volúpia.

Ajeitou o cabelo e olhou de relance no espelho, ainda uma vez.
     Carregava nos lábios o veneno escarlate da solidão.

Um passo à rua.
A curvas longas
Os olhos cheios.

Veneno escarlate.

Os olhos da fome
Os olhos sem nome
Os olhos que homem.

Sentou no café,
Cruzou as pernas,
Ancorando olhares.
Nem a fumaça
De eternas esperas
Era possível, agora.

A demora.
1, 2, 3, 30 minutos.
Aos 37, atrasado como.
E o cabelo em desalinho,
Aninhando as desvontades.
O perdão já se precipitava
Fugindo entre os dentes,
Cela que não continha as doçuras.

No toque das mãos
houve um princípio de incêndio:
Que aumentou logo depois,
3 quadras de distância,
motel barato,
Taj Mahal de desejos.

Despiu os pêlos
E à pele arrepiada
Desde os lábios
Amaciando os caminhos
Em reluzente carícia.

Ao tocá-lo,
Armadura sem palavras
Agonia em tantos versos mudos,
Os poemas verdes,
As conjugações mais duras:
Lhe mordia o sal dos picos
Apressando rimas e estribilhos.

E foram tantas rimas ricas
Que de poema
se declararam juntos:

Até que o palavra os saciasse.

terça-feira, agosto 09, 2011

Cabe ao poeta.

Esse costume de adestrar a dor
Até que se torne mansa, dor,
Até que venha nos lamber as mãos,
E nos acompanhe as solidões.

Esse vício de agregar dor,
Até que se torne parte
E nos tome por arte
Profissão poesia, de
Contar a dor.

sábado, julho 02, 2011

IN vento.

IN ventar... e na ventania,
Por dentro do tempo,
IN tento
Sonhar.

sexta-feira, maio 20, 2011

Saudade das raízes.

Quando as palavras parecem engasgar,
machucadas com a distância.

A distância agora das raízes...
em cada pegada, encravada
verso amarrado de saudades.

As palavras são manhosas...
E quando assim, com as vírgulas afastadas,
Negam-se a florir estrofes,
Suspirando as raízes,
sob milhas de acontecimentos....

segunda-feira, abril 25, 2011

De felicidades.

É que a boca, cheia de estrelas,
Quase não dorme à noite,
Ensaiando harmonias.

E quando de manhã,
O travesseiro,
'inda quente dos versos,

Agarra para si
O cheiro doce

das rotinas.

*ser feliz é um gesto...

quarta-feira, março 23, 2011

Kocham Cie*.

*Do polonês: Amo você. Pronuncia-se "Korram Tiê"

Basta.  
Dessa lonjura dos espaços,
A distância entre a pele e o carinho.

Basta.

Que o tempo avança inconsequente,
roubando sorrisos da boca das gentes,


Basta
De linha para dizer que te amo

Se o pensamento

Transpassa horizonte e o céu inflamo.

Basta.

Que o amor é paciente,

Mas hora se avoluma

Risca o juízos, 
De estrelas cadentes.

Basta,
Dessa coisa larga

De dizer adeus sem metragens.


Hoje,
Inauguramos
uma ponte entre as saudades
Pelas luas que entrelaçam os dedos.


Hoje,

A primeira passagem,

bordando o epílogo do enredo.



Hoje 
basta-me
teu abraço,
Quando acordo maior,
Na soma de imagens:


Hoje, meu amor

E amanhã(s)
Também.


*...Eles são um casal que não acreditou na distância. 
Usando o amor, construiram uma ponte de palavras 
para alcançar um ao outro. Parece que deu certo.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

PS:.

Fui ser prá sempre.
Em dupla.
Depois eu volto.
***Estrelas***!!!

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Sí.

Em sí,
sol.
Em si mesmo,
chove.

Ensimesmada,
a matéria bruta foge das re(o)tinas.

domingo, janeiro 09, 2011

Manual desengonçado do silêncio.

Se fosse feliz, seria o início.
Os inícios são felizes.
Os finais sempre precedem os silêncios.
Podem ser silêncios, também.
E se fosse possível ilustrar na ponta dos dedos
Essas coisas impassíveis que nos ditam.
E se estivéssemos a salvo.
Depois dessa enfadonha batalha dos dias
Dialogar rotinas e retinas, luz e mistério,
Prismas decifrando as íris irriquietas sob os arcos dos olhos.
E se fosse possível.
Talvez o silêncio viesse antes, não sei.
Antes dessa incômoda falta de ar.
Da lacuna aberta antre lábios
Do olhar selado de tanto calar.
Sei apenas que se fosse feliz, seria o início.
Porque os finais precedem o silêncio das coisas.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Too soon?

Às favas com as métricas, as rimas e a simetria. Das favas.
Inicio o ano deslizando 
Diz (soon) antes
Very soon. E antes.
Antes que eu me perca de vez nesse labirinto de rotinas e relógios e compromissos e prazos e preços.
Eu me perdi nos rumos e rosas e nas horas teimosas, sons que insistem em vir.
(too soon).
Tudo vai mudar, você sabe.
Eu não sei. Sei. Tenho medo.
E não tenho. Eu quero.
(e também quero correr muito disso, sem olhar prá trás).
Mas se eu me afastar de você, vou ficar tão sem.
Ar. (too soon, babe)
Quando meus dedos se perdem dentro daquelas suas mãos grandes,
depois que você me encontra dentro do que eu sou (soul)
Então nem sei mais, sou. Soul!
Então. Tudo vai mudar, eu disse, mas já mudou antes. 
Você se mudou prá dentro do meu pensamento e me arrasta muito longe quando sai.
A saudade tem esses fios compridos embaralhando as vidas das gentes.
Aí eu disse que agora não tinha mais rima, nem simetria.
Mas sim! teria, a simetria de ser exatamente desse jeito que eu disse,
E de não ser porque eu me perdi. Ainda não sei quais são as guerras que eu vou ter que lutar
Pra poder ser capaz
Prá poder ser a capa
E az
Desse meu despertáculo.
A vida roendo a ponta dos dedos, e eu não
Esse não saber que me arde, me urge, me argh.
Ar.
Quando eu estiver finalmente contigo talvez faça sentido.
Sem ter, sentir não me é tido.
Too soon, babe.
But I'm really ready to know.