sábado, dezembro 17, 2011

Interno Revolto.

O universo
Arremessado em looping
Vertical sob a pele...

E eu aqui
Sentido falta nem sei
Mas tempo.

Há tempo desaprendi.
O sorriso nunca me foi
Dessas pinturas fáceis.

O poema sim.
Nasce colado, correndo,
Pulsando líquido e tenso:

O poema bebe de mim
E eu esvazio no instante
O escarlate dos versos...

Quando volto à mim:
A porta da frente
E esse coração pulsando aberto.

A natureza segue
em pronúncia íntima:
Chove na alma,
De ver de arrepio
Ver melho queima
O sol meu sozinho
Há mar e elos
Trincam meus pulsos

Adormeço os escuros
Tremendo meu frio.

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