Até a raíz dos meus gestos,
Até o silêncio mais profundo,
até esse cotidiano ardente,
colado à sombra dos olhos.
Todos os caminhos
Chamam-se poesia.
Essa que ferve na boca,
Cola as pontas dos dedos,
Derrete vermelhos no horizonte
E o Carmim do canto dos sorrisos....
Essa que não cede aos passos
nem aos rumos ou às rimas.
Poesia que alinhava, escarlate,
O tom picante na lâmina dos versos
E apunhala exclamações
Na chave de estribilhos.
Poesia que não me deixa sombra
Que me arranca à Pá
Em lavras de sol
E adormece só,
Balbuciando-me indecências ao ouvido.

3 comentários:
Nua, de pé, solto o cabelo às costas,
Sorri. Na alcova perfumada e quente,
Pela janela, como um rio enorme
Profusamente a luz do meio-dia
Entra e se espalha, palpitante e viva.
(...)
Como pode...
Bonito poema, adorei ver que o Contratempo segue super ativo... também voltei! :)
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