quinta-feira, dezembro 08, 2011

Quem não me abandona.

Até a raíz dos meus gestos,
Até o silêncio mais profundo,
até esse cotidiano ardente,
colado à sombra dos olhos.

Todos os caminhos
Chamam-se poesia.

Essa que ferve na boca,
Cola as pontas dos dedos,
Derrete vermelhos no horizonte
E o Carmim do canto dos sorrisos....

Essa que não cede aos passos
nem aos rumos ou às rimas.

Poesia que alinhava, escarlate,
O tom picante na lâmina dos versos
E apunhala exclamações 
Na chave de estribilhos.

Poesia que não me deixa sombra
Que me arranca à Pá
Em lavras de sol
E adormece só,
Balbuciando-me indecências ao ouvido.

3 comentários:

Anônimo disse...

Nua, de pé, solto o cabelo às costas,
Sorri. Na alcova perfumada e quente,
Pela janela, como um rio enorme
Profusamente a luz do meio-dia
Entra e se espalha, palpitante e viva.
(...)

Anônimo disse...

Como pode...

Leandro Jardim disse...

Bonito poema, adorei ver que o Contratempo segue super ativo... também voltei! :)