segunda-feira, janeiro 30, 2012

Apátrida.

Não sei se permaneço
ou me mudo de mim.
Venho provisória,
Sem saber a que chão
Chamo casa
Não tenho asa
E não tenho fim.
A história chama
Me precede e continua.
Estranha ao espelho,
Continuo ocupando os teus olhos.
Preciso de um horizonte menor
Que me acolha como lar
Prá poder descansar...
Preciso ganhar margem
Que mesmo borrada,
me contenha.
Para ser-te, amor
Mais inteira e menos lúcida,
A prender a balançar
Nas bordas do teu riso
E não somente
Na pré ocupação
Do teu olhar.
Preciso de menos poesia,
E mais blindagem,
Pra barrar meu rio
E gerar a energia
Prá mover meus passos.

8 comentários:

Anônimo disse...

Blindada...

Anônimo disse...

Engraçado isto que a vida tem mania de fazer: conversar com a gente de uma forma inusitada, inesperada e informal. Bobagem é se achar sozinha, isolada, estranha. Sempre tem alguém ali, na mesma estrada, no mesmo trecho em que nossos pés estão. Delicadezas a nos empurrar para frente com o conforto de uma caminhada acompanhada.
Você, eu e quem mais quiser... vamos de mãos dadas? Pq sozinha é pouco e muito sem graça!

Com carinho, Vanusa.

Rayanne disse...

Todas as minhas estrelas prá ti na caminhada, Vanusa.
Anônimo...blindagem é o que falta.

Anônimo disse...

Rayanne... pelo pouco que vi, é o que tem de sobra!

Anônimo disse...

... esse rio sempre segue o mesmo curso e ou muda em momentos de tormenta?

Rayanne disse...

Todo rio muda com a estiagem, ou com a violência das chuvas....não é?

**Estrelas**

Thales Capitani disse...

Cidadã do mundo
Não te blindas demais
segue dividindo consoco sua vista e sua palavra

Phillipe Lima disse...

Que inunda é fato.
Se destrói, purifica.
Se constrói, um diamante.