Não sei se permaneço
ou me mudo de mim.
Venho provisória,
Sem saber a que chão
Chamo casa
Não tenho asa
E não tenho fim.
A história chama
Me precede e continua.
Estranha ao espelho,
Continuo ocupando os teus olhos.
Preciso de um horizonte menor
Que me acolha como lar
Prá poder descansar...
Que mesmo borrada,
me contenha.
Para ser-te, amor
Mais inteira e menos lúcida,
A prender a balançar
Nas bordas do teu riso
E não somente
Na pré ocupação
Do teu olhar.
Preciso de menos poesia,
E mais blindagem,
Pra barrar meu rio
E gerar a energia
Prá mover meus passos.

8 comentários:
Blindada...
Engraçado isto que a vida tem mania de fazer: conversar com a gente de uma forma inusitada, inesperada e informal. Bobagem é se achar sozinha, isolada, estranha. Sempre tem alguém ali, na mesma estrada, no mesmo trecho em que nossos pés estão. Delicadezas a nos empurrar para frente com o conforto de uma caminhada acompanhada.
Você, eu e quem mais quiser... vamos de mãos dadas? Pq sozinha é pouco e muito sem graça!
Com carinho, Vanusa.
Todas as minhas estrelas prá ti na caminhada, Vanusa.
Anônimo...blindagem é o que falta.
Rayanne... pelo pouco que vi, é o que tem de sobra!
... esse rio sempre segue o mesmo curso e ou muda em momentos de tormenta?
Todo rio muda com a estiagem, ou com a violência das chuvas....não é?
**Estrelas**
Cidadã do mundo
Não te blindas demais
segue dividindo consoco sua vista e sua palavra
Que inunda é fato.
Se destrói, purifica.
Se constrói, um diamante.
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