quarta-feira, outubro 31, 2012

Onde...? Aqui.


Veio o dia e eu não dei a outra face.
Virei as costas, perdi ou achei meu rumo.
Interpretem como quiserem,
Apenas eu e meu mundo.
Se a ditadura dos iguais exclui,
Chega de camuflagens,
De medos, de culpas,
Não sofro mais dessas arbitragens:
Descanso doce,
Em minhas paisagens.
Eu não exijo mais nada desses todos
Também não me expliquem,
Eu não venero seus deuses.
Prefiro o diálogo tépido
Com os silêncios travestidos de pássaros,
Com a diminuta magnitude do verde
Que enlaçado ao horizonte borda as imagens.
Os pelos convidativos dos amigos de quatro patas
Brincam distraídos sob os meus dedos
O amor que chega sem pressa
E fica dissolvido dentro de mim
Perfumando todas as lembranças.
Sem sobressalto
 a vida se torna simples.
É só andar
Fora destes mapas.

sexta-feira, outubro 26, 2012

SOL Maior.

(*para Múcio de Lima Góes)

Soberano,
Sobre os anos
Sobra amor.


sábado, outubro 20, 2012

SITIADA.


Essa agonia sitiada
Refugiada no estômago.
Refém de mim mesma,
Ainda não saquei
Pois nem sei,
O resgate.
Aqui, na margem das coisas,
Entre a hesitação de ir,
A pressa de voltar.
Permaneço
Em mim.
Olhos atentos a qualquer
Que ausente, mova,
Qualquer, que
Compreenda
Nada mais está ou esteve
Em seu lugar.
Dentro do meu silêncio
Todo esse barulho
Ainda há
De calar.