quarta-feira, outubro 31, 2012

Onde...? Aqui.


Veio o dia e eu não dei a outra face.
Virei as costas, perdi ou achei meu rumo.
Interpretem como quiserem,
Apenas eu e meu mundo.
Se a ditadura dos iguais exclui,
Chega de camuflagens,
De medos, de culpas,
Não sofro mais dessas arbitragens:
Descanso doce,
Em minhas paisagens.
Eu não exijo mais nada desses todos
Também não me expliquem,
Eu não venero seus deuses.
Prefiro o diálogo tépido
Com os silêncios travestidos de pássaros,
Com a diminuta magnitude do verde
Que enlaçado ao horizonte borda as imagens.
Os pelos convidativos dos amigos de quatro patas
Brincam distraídos sob os meus dedos
O amor que chega sem pressa
E fica dissolvido dentro de mim
Perfumando todas as lembranças.
Sem sobressalto
 a vida se torna simples.
É só andar
Fora destes mapas.

3 comentários:

paredro disse...

Ser livre é seguir a si mesmo, afinal =)

J.F. de Souza disse...

a rota
fora
do mapa

o ponto
fora
da curva

as idéias
fora
da caixa


(Isso me deu uma idéia, aliás... Aguarde poema.)

camila disse...

estrela que é, continua a brilhar... saudade de suas palavras, te devia há muito uma visita! um beijo, minha estrelinha!